POLÍTICA
Bolsonaro deve seguir em prisão domiciliar mesmo após arma apreendida
Pistola foi encontrada em uma blitz, registrada nome do ex-presidente


O presidente Jair Bolsonaro deve seguir em prisão domiciliar, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), divulgada nesta terça-feira, 1º. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o inquérito envolvendo a apreensão de uma arma de fogo registrada no nome do representante de direita não configura "falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”.
No entanto, a instituição salienta que é fundamental que o revólver siga apreendido. “É certo que a condição atual do custodiado é incompatível com a posse de arma de fogo, que pressupõe, entre outros requisitos, a comprovação de idoneidade”, ressalta.
Agora, a defesa do ex-presidente deve se manifestar em até 48 horas sobre a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal.
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Arma apreendida
A Polícia Civil do Distrito Federal abriu uma investigação para apurar a apreensão de uma arma, registrada em nome de Bolsonaro, em posse de um de seus ajudantes de ordens, o sargento Estácio Leite Filho, que foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo.
Os investigadores buscam esclarecer se o episódio configura falta grave, o que poderia alterar a situação jurídica do ex-chefe do Executivo e provocar o endurecimento do regime de cumprimento da pena.
Forças policiais apontam que o militar portava a pistola sem autorização formal do proprietário, em desacordo com a exigência legal.
No entanto, no inquérito policial, o delegado afirma que o registro de arma de fogo de Bolsonaro é válido e que não há ilegalidade em relação ao ex-chefe do Executivo nacial ter uma pistola na residência.


