SAÚDE
Bolsonaro tem piora nas crises de soluço e fará bateria de exames
Relatório enviado ao STF aponta agravamento dos sintomas e novos exames


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou piora nas crises de soluço nos últimos dias e precisou receber doses extras de medicamentos, segundo relatório médico semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento, assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado, informa que houve uma "piora considerável" dos sintomas nos dias 9 e 10 de junho. Antes disso, Bolsonaro havia registrado uma leve melhora clínica.
De acordo com o relatório, o reforço na medicação ocorreu dentro do "limite terapêutico de segurança" estabelecido para o tratamento.
Ex-presidente passará por novos exames
Diante do agravamento do quadro, a equipe médica determinou a realização de novos exames para aprofundar a investigação das causas dos sintomas e definir possíveis ajustes na conduta terapêutica.
Entre os procedimentos previstos estão:
- Endoscopia digestiva alta;
- Manometria esofágica de alta resolução;
- pHmetria gástrica.
Segundo o médico responsável, os exames buscam promover uma "elucidação diagnóstica" do problema.
Estado cardiológico permanece estável
Apesar das crises de soluço, Bolsonaro segue estável do ponto de vista cardiológico, conforme o relatório.
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O documento informa que o ex-presidente apresenta apenas queixas de cansaço e fadiga durante esforços moderados, mas mantém a pressão arterial controlada e sem alterações cardíacas relevantes.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Bolsonaro está em casa desde o dia 24 de março, quando recebeu alta hospitalar após passar cerca de duas semanas internado para tratamento de uma pneumonia bacteriana.
A prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, em razão das condições de saúde do ex-presidente. Antes da decisão, ele estava detido na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
Condenação por tentativa de golpe
Em setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF.
A Corte entendeu que o ex-presidente e aliados participaram de uma tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais, resultando na condenação e no cumprimento das medidas judiciais atualmente em vigor.


