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PL do aborto pode igualar leis do Brasil a do Afaganistão e Indonésia

Países têm leis rígidas sobre antiaborto e violações sistemáticas dos direitos das mulheres

Da Redação
Por Da Redação
Projeto de lei tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados
Projeto de lei tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados - Foto: Divulgação | Fiocruz

O projeto de lei que equipara o aborto a um crime de homicídio, de autoria do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), caso seja aprovado e sancionado pelo presidente Lula (PT), o Brasil se igualará as legislações do Afeganistão, El Salvador e Indonésia.

Os países são considerados por ter as leis rígidas sobre antiaborto e violações sistemáticas dos direitos das mulheres. No Afeganistão, por exemplo, o Código Penal trata a assistolia fetal, protocolo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para abortos acima de 20 semanas, como crime com penas variadas.

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Já na Indonésia, o aborto fora das exceções legais pode ser condenado a até quatro anos de prisão, segundo a legislação do país. Aqueles que fazem o procedimento podem enfrentar reclusão de até cinco anos se tiverem o consentimento da mulher, ou até 12 anos sem consentimento.

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A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, por sua vez, estabelece o período de até 22 semanas de gestação para a realização de qualquer procedimento de aborto em casos de estupro. A medida ainda pode se estender aos casos de interrupção, a exemplo de anencefalia fetal e risco à vida da mãe.

Além destes precedentes, a proposição também abre caminhos para um possível aumento da gravidez na adolescência, o que preocupa as instituições brasileiras.

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, lembra que “as principais vítimas de estupro no Brasil são meninas menores de 14 anos, abusadas por seus familiares, como pais, avôs e tios. São essas meninas que mais precisam do serviço do aborto legal, e as que menos têm acesso a esse direito garantido desde 1940 pela legislação brasileira".

Causar aborto intencionalmente pode levar a até sete anos de prisão, conforme o PL. Se o aborto for provocado com drogas, mesmo com o consentimento da mulher, a pena pode ser uma duração intermediária de encarceramento —o código penal afegão não especifica a duração exata desta categoria— ou uma multa.

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