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Políticos criticam descriminalização da maconha para consumo pessoal

Medida foi aprovada pela maioria de ministros do STF nesta terça-feira, 25

Da Redação
Por Da Redação
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Medida recoltou uma ala dos políticos bolsonaristas no Congresso Nacional
Medida recoltou uma ala dos políticos bolsonaristas no Congresso Nacional - Foto: Arquivo | Agência Brasil

A aprovação da descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal no Supremo Tribunal Federal (STF) revoltou uma ala dos políticos bolsonaristas no Congresso Nacional. Deputados e senadores que posicionaram contra a decisão usaram as redes sociais nesta terça-feira, 25, para criticar a decisão dos ministros.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, é um dos parlamentares que se opôs à medida. O mineiro chegou a chamar os magistrados da Suprema Corte como “iluminados” que estão “decidindo tudo” no Brasil.

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“Legislam sobre drogas, aborto e qualquer tema no Brasil. Os iluminados do STF estão decidindo tudo nesse país. Não precisa fechar o Congresso - eles já fizeram isso", escreveu.

A ideia também foi corroborada pela correligionária de Nikolas, deputada Júlia Zanatta (SC), que recentemente se envolveu em uma confusão com a também deputada Erika Hilton (PSOL-SP), destacou que a ação passa por cima da opinião do Congresso Nacional.

"Em mais um avanço do ativismo judicial no país, que ultrapassa e viola a competência do Congresso Nacional, o STF acaba de anunciar que formou maioria para a descriminalização do porte de maconha “para consumo próprio". [...]. A decisão no STF hoje de descriminalizar a maconha foi uma afronta ao Congresso Nacional”, disse a bolsonarista.

O julgamento da última instância judicial no Senado arrancou comentários do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD), até os senadores de direita e do centrão, a exemplo do ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil).

O chefe do Legislativo, por sua vez, corrobora com a tese de Zanatta, ao afirmar que a decisão do STF “invade a competência técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a competência legislativa do Congresso Nacional”.

“A substância entorpecente na mão de quem a tem para fazer o consumo é um insignificante jurídico sem nenhuma consequência a partir dessa decisão do STF. E essa mesma quantidade dessa mesma substância entorpecente na mão de alguém que vai repassar a um terceiro é um crime hediondo de tráfico ilícito de entorpecentes. Há uma discrepância nisso”, avalia Pacheco.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) ironizou a aprovação da matéria e disse que a iniciativa seria alvo de comemorações do crime organizado instalado no país.

"Violando e ultrapassando a competência do Congresso Nacional, onde estão os verdadeiros representantes eleitos pelos votos do povo brasileiro. Como não temos fazendas de produção legal de maconha no Brasil, hoje é dia de festa no crime organizado!", afirmou.

Já Moro, que se declarou contra a deliberação da maconha, fez coro ao posicionamento de Pacheco e citou a aprovação da PEC das Drogas no Senado.

"Eventual descriminalização do uso de drogas - que sou contra - é matéria que cabe ao Legislativo, através dos representantes eleitos pelo povo e não do Judiciário. O Senado fez sua parte e aprovou a PEC Antidrogas que está na Câmara. Urge votá-la na casa diante da decisão de hoje tomada pela maioria do STF".

Fazendo frente a resolução, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta noite que a Casa criará uma comissão especial para analisar a PEC das Drogas.

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congresso nacional críticas Descriminalização da maconha STF

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