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Bruno Reis defende Rueda após menção em investigação da PF

Presidente do União Brasil é citado em investigação da Polícia Federal sobre infiltração do PCC nos setores financeiro e de combustíveis

Flávia Requião
Por
Suspeita envolvendo Rueda está ligada à propriedade oculta de jatos executivos
Suspeita envolvendo Rueda está ligada à propriedade oculta de jatos executivos - Foto: Olga Leiria / Ag. A TARDE

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), manifestou apoio ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, cujo nome passou a constar nas investigações da Polícia Federal (PF) que apuram a infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) nos setores financeiro e de combustíveis no Brasil.

“O presidente Rueda não tem qualquer envolvimento com o PCC. Isso é mais uma narrativa depois que o União Brasil, junto aos Progressistas, decidiu recomendar a saída de seus quadros do governo e organizar as votações no Congresso para impedir o aumento de impostos que o governo federal queria realizar. Aí você vê: numa semana tentam associar Ciro Nogueira ao PCC; na outra, é o Rueda. Infelizmente, essa é a prática dos nossos adversários", disse, durante coletiva de imprensa.

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A suspeita envolvendo Rueda está ligada à propriedade oculta de jatos executivos, registrados em nome de terceiros e de fundos de investimento, supostamente utilizados para transportar integrantes do PCC em voos domésticos e internacionais. O caso veio à tona após uma operação da PF contra a facção criminosa, realizada no fim de agosto.

Segundo depoimento prestado por um piloto, 17 dias após a fuga de alguns alvos, um dos aviões suspeitos pertenceria à Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa da qual Rueda seria sócio oculto. A aeronave teria sido utilizada por dois foragidos da operação: Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, proprietário da refinaria Copape.

Integrantes da PF, no entanto, destacam que Rueda ainda não é formalmente investigado. A citação do seu nome está sendo apurada para avaliar se houve algum possível apoio da empresa ao crime organizado.

Em pronunciamento nas redes sociais, Rueda classificou a situação como uma campanha difamatória.

“Estou sendo alvo de ilações irresponsáveis e sem fundamento. Não há qualquer lastro fático. O que há, sim, é um pano de fundo político nestas leviandades, que estão sendo orquestradas, usando-se uma operação policial séria, para atacar adversários. Estou tomando as medidas cabíveis,para a proteção do meu nome e reputação do partido que presido,contra campanhas difamatórias”, afirmou.

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Antônio Rueda Bruno Reis PCC União Brasil

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