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POLÊMICA

Bruno Reis nega interferência da gestão em cobrança do Kiss & Fly

Cobrança de quem excede tempo determinado no Aeroporto de Salvador tem gerado fortes debates

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
Bruno Reis (União Brasil) foi enfático ao afirmar que a Prefeitura não participou das tratativas
Bruno Reis (União Brasil) foi enfático ao afirmar que a Prefeitura não participou das tratativas - Foto: Clara Pessoa / Ag. A Tarde

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) buscou distanciar a gestão municipal da polêmica envolvendo a implementação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador. O modelo para a cobrança de motoristas que excederem um tempo determinado para embarque e desembarque, tem gerado fortes debates na capital baiana.

Durante o lançamento do Programa IngreSSAr 2026, realizado nesta sexta-feira, 15, o chefe do Executivo municipal foi enfático ao afirmar que a Prefeitura não participou das tratativas e não possui poder de decisão sobre o tema.

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O gestor municipal foi questionado após a publicação da matéria exclusiva "Aeroporto pressiona Prefeitura a barrar projeto de Muniz que veta Kiss & Fly" do portal A TARDE.

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Autonomia do Legislativo

Questionado sobre o posicionamento da gestão diante da insatisfação de motoristas de aplicativo e usuários do terminal, Reis ressaltou a independência do Legislativo municipal, que também tem discutido a legalidade da medida.

“A Câmara tem autonomia, os vereadores, para aprovar os projetos e as matérias que acharem que são importantes para a cidade”, pontuou o prefeito.

No entanto, o argumento central de Bruno Reis para a ausência de intervenção direta é a natureza jurídica da área do aeroporto.

De acordo com ele, por se tratar de um equipamento sob concessão e regulação da União, a competência para legislar ou intervir na organização interna cabe ao Governo Federal.

ANAC

O prefeito direcionou a responsabilidade da fiscalização e regulamentação para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Para Reis, cabe ao órgão federal decidir sobre a viabilidade e a justiça da cobrança.

O gestor municipal afirmou categoricamente que o Município de Salvador não possui autonomia para agir em áreas federais.

“Quem tem que regulamentar isso é a ANAC. Se é devido ou não, se é possível ou não implantar qualquer tipo de organização interna”, disparou.

A conclusão do gestor é que o debate deve ser levado às instâncias nacionais, e não ao Palácio Thomé de Souza.

Imbróglio

O imbróglio ganhou novos desdobramentos na Câmara de Vereadores. A iniciativa impõe o valor de R$ 18 para quem exceder 10 minutos na área de embarque e desembarque no local.

Mesmo com as tentativas de representantes da Vinci Airports, concessionária que administra o terminal aéreo, em fazer com que a discussão perca força no âmbito municipal, como adiantado de forma exclusiva pelo portal A TARDE, os vereadores tendem a não ceder às pressões.

Foi nesse sentido que os vereadores Carlos Muniz (PSDB), presidente da Câmara da cidade, e Daniel Alves, do mesmo partido, incorporaram dois projetos em um para dar mais capilaridade à iniciativa.

Ao portal A TARDE, Alves confirmou a movimentação. "O [presidente Carlos] Muniz disse que era importante juntar [o projeto] dele com o meu", e assim foi feito. A proposta, inclusive, ia ser posta em votação na última quarta-feira, 13, mas o texto não foi apreciado devido à ausência do parlamentar no plenário.

Entenda a polêmica do "Kiss and Fly"

O sistema Kiss and Fly consiste em uma área de parada rápida. No Aeroporto de Salvador, a concessionária Salvador Bahia Airport implementou um sistema de cancelas onde o motorista tem um tempo gratuito limitado; caso ultrapasse esse período, é aplicada uma tarifa de estacionamento.

A medida é criticada por entidades de motoristas de aplicativo, que alegam que o tempo é insuficiente para o fluxo de passageiros, onerando o trabalhador e o consumidor.

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Aeroporto de Salvador Anac Bruno Reis Câmara Municipal kiss and fly

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