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COPA 2027

Copa Feminina terá bets liberadas e prêmio de R$ 500 mil para pioneiras

Lula sancionou nesta terça, 2, lei que estabelece regras para competição

Ane Catarine
Por
Jogo da Seleção Feminina na Copa do Mundo de 2023
Jogo da Seleção Feminina na Copa do Mundo de 2023 - Foto: Thais Magalhães/CBF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira, 2, a lei que estabelece as normas para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, prevista para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho.

Entre os principais pontos da legislação estão a possibilidade de preços dinâmicos nos ingressos, regras especiais de trabalho para profissionais envolvidos na organização do evento, facilidades migratórias para estrangeiros credenciados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) e o reforço da segurança pública durante o torneio.

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Bets liberadas: governo autoriza patrocínio de empresas de apostas

Outro ponto determinado pela nova lei leva em conta a autorização da divulgação de marcas e ações de patrocínio de empresas de apostas vinculadas à Fifa e aos eventos oficiais da Copa.

No entanto, a autorização vale apenas para a exposição das marcas, sem permissão para a oferta de apostas esportivas ao público brasileiro durante essas ações promocionais.

Homenagem histórica

A lei também prevê uma homenagem histórica às pioneiras do futebol feminino brasileiro. As jogadoras que defenderam a Seleção Brasileira nos torneios de 1988 e 1991 receberão um prêmio de R$ 500 mil cada como forma de reconhecimento pela contribuição ao desenvolvimento da modalidade no país.

A homenagem contempla as atletas que participaram do Fifa Invitational Tournament de 1988, considerado o primeiro torneio mundial de futebol feminino, e da edição de 1991, reconhecida como a primeira Copa do Mundo Feminina da Fifa.

Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1991
Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1991 - Foto: Reprodução/CBF

Em caso de morte da atleta, os sucessores legais poderão receber o valor proporcional. Os pagamentos serão realizados pelo Ministério do Esporte com recursos próprios da pasta.

Confira abaixo outros pontos principais da nova lei:

Venda de ingressos

A lei estabelece que caberá à Fifa definir os preços dos ingressos, inclusive por meio do chamado preço dinâmico, sistema em que os valores podem variar de acordo com a demanda.

Nesse modelo, o torcedor será informado sobre o valor no momento da compra. O texto também prevê que a entidade não será obrigada a conceder gratuidades ou descontos nos ingressos.

Facilidades para estrangeiros

O governo brasileiro concederá vistos temporários para pessoas credenciadas ou convidadas pela Fifa para atuar ou participar do evento.

Regras especiais de trabalho

A legislação cria regras específicas para trabalhadores envolvidos na organização da Copa, brasileiros ou estrangeiros.

Entre elas está a possibilidade de adoção de banco de horas próprio durante o período do torneio, sem aplicação de feriados nacionais, estaduais ou municipais.

As normas previstas na lei prevalecerão sobre acordos e convenções coletivas relacionados ao evento.

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Segurança reforçada

A União ficará responsável por disponibilizar serviços de segurança, saúde, atendimento médico, vigilância sanitária e controle alfandegário durante a realização da competição.

A Polícia Federal deverá criar uma força-tarefa nacional para coordenar as ações de segurança da Copa, reunindo representantes das forças federais, estaduais, distritais e municipais, além de órgãos de inteligência.

Quem responde por eventuais prejuízos?

A legislação prevê que a União responderá por danos causados por ação ou omissão decorrentes do descumprimento de obrigações legais ou contratuais relacionadas ao evento.

O texto também reconhece o direito da Fifa de ser reembolsada por gastos que venha a assumir em razão do eventual descumprimento dessas obrigações pelo governo brasileiro.

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