MOBILIDADE
Corridas de rua podem ser suspensas em Salvador por falta de aviso
PL prevê que organizadores comuniquem moradores e comerciantes sobre eventos



Quem nunca foi surpreendido ao tentar sair de casa no domingo de manhã e encontrar a rua bloqueada por uma corrida de rua ou maratona?
Para reduzir esse tipo de transtorno, um novo Projeto de Lei (PL) protocolado na Câmara Municipal de Salvador propõe regras para a organização de eventos que utilizam as vias públicas da capital baiana.
De autoria do vereador Daniel Alves (PSDB), a proposta estabelece que empresas e entidades organizadoras de corridas de rua, maratonas, desfiles, feiras e passeatas sejam obrigadas a informar a população afetada com antecedência mínima de cinco dias.
O que muda para o cidadão?
Atualmente, muitos moradores e comerciantes relatam prejuízos e dificuldades de locomoção devido a interdições não comunicadas diretamente.
Segundo a justificativa do projeto, os bloqueios repentinos impedem a saída de veículos de garagens, geram perdas financeiras ao comércio local e podem até atrasar serviços de emergência médica.
Com a nova lei, a expectativa é que o direito à mobilidade urbana e à informação passe a ser prioridade.
Como deve ser feito o aviso?
A comunicação não poderá ser feita apenas de forma genérica. O projeto exige que a organização do evento utilize dois métodos cumulativos:
- Panfletagem física: distribuição de informativos em todas as caixas de correio, casas, comércios e portarias de edifícios ao longo de todo o percurso e nas imediações;
- Canais digitais: publicação em redes sociais ou na imprensa local.
O que deve constar no panfleto?
- Nome e finalidade do evento;
- Data e horários exatos de início e de liberação da via;
- Mapa detalhado com os pontos de bloqueio;
- Telefones de contato direto com os organizadores para dúvidas ou emergências.
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Punições
A proposta não traz apenas recomendações, mas também sanções para quem descumprir as regras. Em caso de infração, as empresas organizadoras estarão sujeitas a:
- Advertência por escrito na primeira infração;
- Multa pecuniária, com valor dobrado em caso de reincidência;
- Cassação da autorização para realizar edições futuras do evento na cidade.
Tramitação
O projeto segue agora para análise das comissões da Câmara Municipal antes de ser levado à votação em plenário.
Se aprovado, precisará ser sancionado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) para passar a valar.


