FRAUDE BILIONÁRIA
CPMI do INSS cancela depoimentos após ausência de testemunhas
Ao todo, sessão previa ouvir quatro oitivas nesta quinta, 12

Todos os depoimentos previstos para esta quinta-feira, 12, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram cancelados.
A sessão previa ouvir quatro testemunhas, mas nenhuma delas poderia comparecer por motivos distintos.
A diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Lea Bressy Amorim, apresentou atestado médico. Já o tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca, Paulo Gabriel de Almeida, está preso.
A presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira, e o CEO do C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo, pediram o adiamento dos depoimentos.
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Segundo o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), Leila Pereira foi dispensada de comparecer por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que autorizou a ausência da empresária e proibiu eventual condução coercitiva.
Para o parlamentar, as decisões da Suprema Corte têm prejudicado o andamento das atividades da comissão investigativa.
“As decisões judiciais do STF têm prejudicado a CPMI. Respeitamos as decisões judiciais, mas não concordamos com muitas delas”, afirmou.
O que investiga a CPMI do INSS?
A CPMI do INSS investiga um esquema bilionário de fraudes que inclui descontos indevidos em aposentadorias, empréstimos consignados não autorizados e associações de fachada. O foco é identificar os responsáveis por desvios de cerca de R$ 6,3 bilhões.
De acordo com as investigações, foram identificados mais de 250 mil contratos com indícios de irregularidades, envolvendo o Banco Master e descontos indevidos por associações.
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