CRÍTICAS
Dark Horse: Flávio reage a operação e fala em ‘interferência política’
Ação da PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 10



O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), avaliou que a Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 10, para apurar o suposto desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção do filme “Dark Horse”, é uma tentativa de “interferência política” nas eleições. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante agenda em Roraima, Flávio relacionou a investigação ao cenário eleitoral e ao seu desempenho nas pesquisas. Sem apresentar evidências, atribuiu a operação a uma iniciativa política do ministro Flávio Dino para interferir na disputa.
“O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, mais uma vez, agora, do ministro Flávio Dino sobre as eleições. Qual o fundamento dessa operação? Política Flávio sobre a Operação Make Up
O senador disse ainda que o filme “não tem um centavo de dinheiro público”. “Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de lado para o outro, de ponta-cabeça, aqui não vai ter nada”, afirmou.
Alvos da operação
A PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em operação relacionada ao financiamento do filme ‘Dark Horse’, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A produtora do filme, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
Segundo a PF, foram identificadas movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema e afirma que as tentativas de ocultar os desvios continuaram até julho deste ano.
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São investigados crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Auditoria da CGU apontou suspeita de desvio da emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina, como gastos não comprovados.


