Busca interna do iBahia
HOME > CINEINSITE

AÇÃO POLICIAL

Dark Horse: Mario Frias e produtora do filme são alvos da PF

Agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 10

Edvaldo Sales
Por
Agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 10
Agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 10 - Foto: Bruno Spada | Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quinta-feira, 10, 49 mandados de busca e apreensão em operação relacionada ao financiamento do filme ‘Dark Horse’, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A produtora do filme, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

Tudo sobre Cineinsite em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito era de São Paulo e foi transferido para o STF. A operação não tem mandados de prisão, apenas de busca e apreensão.

Batizada de ‘Make Up’, a operação desta quinta-feira foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação é sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, informou a PF.

A investigação aponta que uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.

Segundo a PF, foram identificadas movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema e afirma que as tentativas de ocultar os desvios continuaram até julho deste ano.

São investigados crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Auditoria da CGU apontou suspeita de desvio da emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades de Karina, como gastos não comprovados.

Leia Também:

PREOCUPAÇÃO

Dark Horse: caso aumenta temor em aliados de Flávio Bolsonaro com STF
Dark Horse: caso aumenta temor em aliados de Flávio Bolsonaro com STF imagem

POLÍTICA

Vorcaro fez repasse adicional de R$ 8,5 milhões ao filme Dark Horse
Vorcaro fez repasse adicional de R$ 8,5 milhões ao filme Dark Horse imagem

SAIU EM DEFESA

Tarcísio diz que Flávio continuará prestando conta sobre 'Dark Horse'
Tarcísio diz que Flávio continuará prestando conta sobre 'Dark Horse' imagem

Investigações sobre Dark Horse

Atualmente há duas investigações em curso sob a supervisão de ministros do STF sobre Dark Horse. O caso que está com Flávio Dino se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades e empresas ligadas à produtora do filme.

Já um outro inquérito, sob a relatoria de André Mendonça, examina os repasses feitos pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro e o percurso desse dinheiro.

Financiamento de 'Dark Horse'

O site The Intercept Brasil revelou, em maio, uma troca de mensagens e um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, cobrava dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair.

De acordo com a reportagem, Vorcaro pagou ao menos R$ 61 milhões em 2025. O site disse que o dinheiro foi transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio.

Delação homologada

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, na quarta, 9, o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.

Ele é dono da Entre Investimentos, a empresa que, a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fez repasses para Dark Horse. O dinheiro foi pedido a Vorcaro por Flávio Bolsonaro.

A delação ou colaboração premiada é um meio de obtenção de provas nas investigações criminais. Nesse recurso, o investigado se dispõe a cooperar com o processo e a investigação. Em troca, o Estado pode dar benefícios a ele, como redução da pena em caso de condenação.

Em sua delação, assinada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, o empresário afirmou que era responsável por “gerar” dinheiro vivo para a equipe de Vorcaro. O dinheiro era entregue em malas e, segundo ele, seria usado para pagamentos de propina.

De acordo com o blog da Andréia Sadi, do g1, Mineiro disse ainda que fez sete repasses, a título de “subscrições de cotas”, para o fundo Havengate nos Estados Unidos, que é administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA.

As transações foram feitas de janeiro a setembro de 2025 e totalizaram US$ 12,333 milhões. Pela cotação de setembro de 2025, esse valor equivalia a R$ 62,8 milhões.

A subscrição de cotas é um processo em que um fundo emite novas cotas para aumentar seu patrimônio, recebendo aporte de investidores.

Flávio Bolsonaro vinha afirmando que o último pagamento de Vorcaro havia sido em maio de 2025. O pagamento de setembro, no valor de US$ 1,666 milhão, contraria essa afirmação.

A PF investiga se a totalidade do dinheiro foi usada no filme Dark Horse, como afirmam Flávio Bolsonaro e a produtora Go Up, ou se uma parte foi destinada para outros fins, como bancar Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

Dark Horse Mario Frias polícia federal

Relacionadas

Mais lidas