POLÊMICA
Deputado provoca oposição após escândalo de Flávio: “Temos Lula como aliado”
Filho de Bolsonaro recebeu R$ 61 milhões do Banco Master para bancar filme sobre o pai


O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou na manhã desta quinta-feira, 14, em entrevista ao portal A TARDE, que o grupo governista é “feliz” por ter o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato à Presidência nas eleições deste ano.
Segundo ele, a situação é diferente da enfrentada pela oposição, que precisa lidar com o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio ao escândalo do Banco Master.
“Feliz do nosso grupo e de nós, baianos, que podemos ter o presidente Lula como aliado. Muito ruim para a oposição, que está com o seu candidato enlameado no escândalo do Banco Master, e tentar defendê-lo como alternativa para o povo baiano fica difícil”, afirmou.
A declaração, feita um dia após vir a público a informação de que Flávio pediu dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ocorreu durante uma agenda institucional do governo da Bahia em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, onde o presidente Lula entrega unidades do programa Minha Casa, Minha Vida.
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Vindas de Lula à Bahia
Somente neste ano, Lula já veio à Bahia quatro vezes. Isso, segundo Robinson Almeida, se deve à gratidão do presidente ao povo baiano, que tem papel importante nas urnas.
“Lula tem tanta obra na Bahia que, em 2026, tem vindo praticamente uma vez por mês. Isso demonstra a reciprocidade do presidente com este estado, que sempre deu a ele grandes votações”, afirmou.
Vaga aberta no TCM-BA
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia, Robinson disse ainda que o nome do deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) para o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) deve ser aprovado com tranquilidade no plenário após êxito no colegiado.
De acordo com o parlamentar, há um “sentimento de reparação” da Casa após a Justiça barrar o terceiro mandato de Adolfo como presidente do Legislativo baiano.
“Adolfo foi candidato à reeleição na Casa e teve 62 votos dos 63 possíveis. Creio que, depois que a Justiça derrubou o seu mandato, existe um sentimento de reparação na Casa. Acho que, se não atingir a unanimidade, terá uma marca muito próxima da que teve na votação da presidência e será um dos conselheiros mais votados da história.”


