STF
Domiciliar em risco: Moraes ainda espera Jair Bolsonaro explicar carta
Texto lido por Flávio Bolsonaro nas redes sociais pode penalizar ex-presidente


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, em até 48 horas, as circunstâncias da carta escrita por ele e lida pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), nas redes sociais no último sábado, 11.
Na decisão, assinada no domingo, 13, Moraes quer esclarecer se Bolsonaro tinha conhecimento prévio de que o conteúdo seria divulgado nas redes sociais do filho.
Caso isso tenha ocorrido, o episódio poderá ser interpretado como um novo descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente por meio de terceiros.
O ministro também suspendeu, por 90 dias, a autorização para que Flávio visite o pai, que cumpre prisão domiciliar humanitária, e determinou o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apurar se a divulgação da carta configura propaganda eleitoral antecipada.
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Flávio nega autorização de Bolsonaro
Em uma live realizada na noite de segunda-feira, 13, Flávio negou que o ex-presidente tenha pedido ou autorizado a divulgação da carta.
"Obviamente não estou descumprindo nenhuma decisão judicial dele [Moraes]. É óbvio que o presidente Bolsonaro nunca falou, ou pediu, ou deu a entender, ou decidiu, ou mandou, ou se manifestou de qualquer forma sobre eu publicar essa carta nas minhas redes", disse.
Flávio leu o texto durante uma live após visitar o pai. Na carta, Bolsonaro manifesta apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República e pede união em torno de seu nome.


