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INVESTIGAÇÃO

Eduardo Bolsonaro atuou como produtor de filme sobre o pai, diz jornal

Cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro foi financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Gustavo Nascimento
Por
| Atualizada em
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Mário Agra | Câmara dos Deputados

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi incluído como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, cinebiografia do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PT). A informação foi divulgada em reportagem do The Intercept Brasil, que mostra que o contrato do ex-deputado federal tinha como uma das suas atribuições ajudar na captação de recursos para o projeto.

Na última quarta-feira, 13, o site revelou que o filho mais velho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez contato direto com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para buscar financiamento para o filme. A publicação chegou a exibir um áudio em que Flávio pede dinheiro e pressiona Vorcaro pelos pagamentos.

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De acordo com a reportagem, o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. Vorcaro está preso desde março deste ano acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, segundo a Polícia Federal.

Para onde foi o dinheiro?

Uma das linhas de investigação da PF, segundo informações da jornalista Andréia Sadi, busca esclarecer se o dinheiro de Vorcaro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse discurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

O filho do ex-presidente mora nos EUA desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então, o que motivou a cassação do seu mandato na Câmara dos Deputados.

Ao contrário da investigação, Eduardo Bolsonaro alegou por meio de uma publicação nas redes sociais, na quinta-feira, 14, que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro do fundo de investimento ligado a Vorcaro.

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Um post compartilhado por Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@bolsonarosp)

“A história que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido o próprio governo americano me puniria”, afirma Eduardo.

Entenda o contrato de Eduardo Bolsonaro

De acordo com as informações divulgadas pelo The Intercept, o contrato de produção de “Dark Horse” foi assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro no dia 30 de janeiro de 2024. Além dele, o deputado federal Mário Frias, também do PL de São Paulo, é outro que aparece como produtor-executivo do filme.

O documento também traz a empresa GoUp Entertainment, que tem sede nos Estados Unidos, como produtora. Conforme o contrato, a produtora e os produtores-executivos deveriam se dedicar a captação de recursos para o projeto.

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As atividades incluíam o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.

Eduardo nega contrato como produtor

Eduardo Bolsonaro também negou a informação de que tenha atuado como produtor-executivo do filme. Em vídeo postado nas redes sociais, nesta sexta-feira, 15, ele disse que investiu US$ 50 mil no filme e que, posteriormente, recebeu o dinheiro de volta.

Ainda segundo o filho de Jair Bolsonaro, o recurso não passou pelo fundo que recebeu o dinheiro enviado por Vorcaro para financiar a produção.

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Um post compartilhado por Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@bolsonarosp)

"Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Volcaro é falsa", afirmou.

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Dark Horse eduardo bolsonaro investigação Jair Bolsonaro Política

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