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'PERSEGUIÇÃO JUDICIAL'

Eduardo Bolsonaro vira alvo de processo na Polícia Federal; entenda

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está "autoexilado" nos EUA

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

30/01/2026 - 18:30 h

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Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro -

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) virou alvo de um processo administrativo disciplinar sumário aberto pela Corregedoria da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, na última terça-feira, 27, por acumular faltas injustificadas no cargo de escrivão da corporação na cidade de Angra dos Reis.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro retornou ao cargo após ter seu mandato como deputado federal cassado pela Câmara dos Deputados, em 18 de dezembro de 2025. Desde então, ele se ausentou do serviço por mais de 30 dias consecutivos, sem apresentar uma justificativa plausível.

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O cargo integra uma carreira cujo salário inicial é de R$ 14.164,81, podendo chegar a R$ 21.987,38 ao final da progressão funcional.

Resistência à determinação

Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e se considera um “autoexilado” após “perseguição” do Supremo Tribunal Federal (STF), se posicionou de maneira contrária à ordem da PF para retornar ao cargo de escrivão, criticando veementemente a corporação.

“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, disse ele em um vídeo publicado em suas redes sociais.

Ele diz não ter condições de retornar ao Brasil neste momento, com base no que classifica como uma “perseguição judicial” e a ausência de uma “normalidade democrática” no país.

Apesar de não querer assumir o cargo de escrivão, ele afirma que não pretende abrir mão do cargo na Polícia Federal “de mãos beijadas” e que vai lutar para mantê-lo. Eduardo também diz temer prejuízos como a perda da aposentadoria vinculada à PF, do porte de arma e da pistola funcional.

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brasil Direitos Públicos eduardo bolsonaro polícia federal Política

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