Simone Tebet reage a encontro de Lula com a cúpula do MDB

Senadora defende equilíbrio e moderação para fortalecer o centro e criar uma "força de resistência"

Publicado quarta-feira, 20 de julho de 2022 às 15:33 h | Atualizado em 20/07/2022, 15:41 | Autor: Da Redação
Simone Tebet, MDB, defende fortalecimento do centro contra a polarização
Simone Tebet, MDB, defende fortalecimento do centro contra a polarização -

A senadora Simone Tebet, pré-candidata à presidência pelo MDB, reagiu à aproximação entre os caciques do partidos e o ex-presidente Lula, PT, seu adversário nas eleições de outubro. Ao colunista Matheus Leitão, da revista Veja, Tebet declarou que a adesão de parte do MDB ao petista no primeiro turno seria um equívoco.

A senadora defende a construção de uma "força de resistência" para evitar "sustos" nas eleições. “É um equívoco achar que o centro tem que ir no primeiro turno com Lula para evitar qualquer tipo de susto lá na frente. Não vai evitar. Pelo contrário, pode acirrar e pode, inclusive, antecipar (um susto)", disse Simone Tebet à coluna.

"O que nós temos que ter é uma força política com equilíbrio e moderação que o centro sempre representou, inclusive pelas figuras dos ex-presidentes que tivemos, como Sarney, Fernando Henrique, Temer… nós estamos falando de três partidos [MDB, PSDB e Cidadania] que têm condições de liderar uma frente de resistência, seja em defesa da democracia seja de trazer a política para o centro. É disso que nós precisamos”, complementou a senadora.

A expectativa é de que o MDB oficialize a candidatura de Simone Tebet à Presidência no dia 27 de julho, mas os movimentos de Lula para conquistar apoio de caciques do MDB atrapalham (e podem atrapalhar ainda mais) os planos da senadora. Para Simone, os problemas da política no país não serão resolvidos com uma vitória de Lula no primeiro turno.

“A minha preocupação é a forma como a grande imprensa e a mídia estão tratando essa questão. O que vai evitar qualquer tentativa, agora e em 2026, de a gente passar pelo mesmo perrengue – só que aí provavelmente com Bolsonaro fora do poder como um candidato ao pleito na presidência – é exatamente o que estamos fazendo, que é um fortalecimento do centro. Nós estamos passando por tudo isso porque o centro, em um determinado momento, seja pela criminalização da política, seja qual for a razão, seja por erros – não vem ao caso aqui discutir – se esfacelou, a política foi ao chão. Política não tem espaço vazio, o extremismo tomou conta do Brasil e agora é hora do centro comandar essa grande frente de resistência”, destacou.

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