POLÍTICA
Flávio rebate Moraes após Bolsonaro ir para prisão domiciliar: "Voltar para piorar?"
Senador classifica decisão de Moraes como “exótica” e critica condições da PF

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar por um período de 90 dias.
Em entrevista à GloboNews nesta terça-feira, 24, o parlamentar chamou a medida de “exótica” e “contraditória”, argumentando que o prazo estipulado ignora a lógica da recuperação da saúde do pai.
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Embora tenha definido o despacho como um “primeiro passo para fazer justiça”, Flávio questionou a viabilidade do retorno ao sistema prisional após o tratamento de uma broncopneumonia.
“Se a saúde dele melhorar em casa, ele volta para o lugar onde a saúde dele estava piorando?”, indagou o senador.
"Zumbido infernal"
O parlamentar fez duras críticas ao período em que o ex-presidente esteve detido na Superintendência da Polícia Federal, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. De acordo com Flávio, o ambiente era insalubre para um homem da idade de Bolsonaro.
Ele relatou o incômodo com o barulho constante do ar-condicionado central — descrito como um “zumbido infernal o dia inteiro” — e a falta de contato com o ambiente externo. “Não tinha uma flor para ele poder olhar”, lamentou.
Monitoramento e vigilância
Sobre o episódio em que o ex-presidente tentou remover a tornozeleira eletrônica — fato que anteriormente motivou o Judiciário a mantê-lo sob custódia estatal —, Flávio garantiu que a família assumirá a responsabilidade. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve acompanhar o marido integralmente, com o suporte de profissionais de saúde e segurança.
Decisão
A decisão de Alexandre de Moraes responde ao quadro de broncopneumonia que levou Bolsonaro à internação no último dia 13 de março, após deixar a unidade prisional da "Papudinha".
- Pena Total: 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado
- Tempo cumprido: 119 dias (menos de 1% da pena)
O ex-presidente está terminantemente proibido de utilizar smartphones, redes sociais ou gravar vídeos e áudios, mesmo que por intermédio de terceiros. É obrigatório ainda o uso de tornozeleira eletrônica durante os 90 dias de tratamento domiciliar.
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