Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

STF

Gilmar Mendes propõe barrar delegados e militares nos gabinetes do STF

Medida apresentada neste sábado ocorre em meio à crise entre ministros da Corte

Beatriz Santos
Por
Gilmar Mendes
Gilmar Mendes - Foto: Andressa Anholete | STF
Eleições 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes formalizou, neste sábado, 5, uma proposta de emenda regimental que proíbe a nomeação ou designação de delegados e militares das Forças Armadas para cargos em comissão ou funções comissionadas nos gabinetes dos ministros da Corte.

A proposta estabelece que a restrição também vale para servidores licenciados ou cedidos e determina que a medida não se aplique aos profissionais envolvidos em atividades de segurança.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

ELEIÇÕES 2026

Caiado diz que, se eleito presidente, indicará 4 mulheres ao STF
Caiado diz que, se eleito presidente, indicará 4 mulheres ao STF imagem

JUSTIÇA

Dallagnol expõe dados sigilosos de Zanin em registro de candidatura
Dallagnol expõe dados sigilosos de Zanin em registro de candidatura imagem

DISPUTA COMERCIAL

Lula provoca Trump: "Faça um Pix para você ver como é bom"
Lula provoca Trump: "Faça um Pix para você ver como é bom" imagem

Atualmente, dois delegados atuam no gabinete do ministro André Mendonça, enquanto outros dois trabalham nos gabinetes de Alexandre de Moraes e do ministro Luiz Fux.

O que diz a proposta de Gilmar Mendes

O texto formalizado pelo ministro determina. “É vedada a nomeação ou a designação de militares das Forças Armadas e de servidores integrantes das carreiras policiais previstas no art. 144 da Constituição Federal, ainda que licenciados ou cedidos, para cargo em comissão ou função comissionada nos Gabinetes dos Ministros”

A única exceção prevista é para a atuação desses profissionais em atividades de segurança. Caso a proposta avance, caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, providenciar o retorno dos funcionários atualmente enquadrados na regra aos seus respectivos órgãos de origem.

Proposta ainda precisa passar por etapas

A iniciativa ainda não entra em vigor imediatamente. As próximas etapas de tramitação envolvem a manifestação dos integrantes da Comissão do Regimento e, posteriormente, a convocação de uma sessão administrativa.

A mudança proposta por Gilmar ocorre em um momento de tensão dentro do Supremo, especialmente diante da crise entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

Atualmente, dois delegados estão lotados no gabinete de Mendonça. Outros dois exercem funções nos gabinetes de Moraes e de Luiz Fux.

Presença de policiais já gerava preocupação

A percepção de Gilmar Mendes de que seria necessário reduzir a presença de policiais trabalhando diretamente nos gabinetes do STF surgiu durante o período de tensão entre André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A proposta apresentada agora formaliza a intenção de estabelecer uma restrição para a presença de integrantes das carreiras policiais previstas no artigo 144 da Constituição e de militares das Forças Armadas nos gabinetes dos ministros.

A medida, no entanto, preserva a possibilidade de atuação desses profissionais especificamente em funções relacionadas à segurança da Corte.

Próximos passos

Com a apresentação da proposta de emenda regimental, o texto deverá passar pela análise dos membros da Comissão do Regimento antes de chegar a uma sessão administrativa do Supremo Tribunal Federal.

A eventual aprovação da mudança poderá alterar a composição dos quadros que atualmente trabalham nos gabinetes dos ministros, com o retorno dos servidores atingidos pela regra aos órgãos de origem, conforme previsto na proposta.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

brasil Gilmar Mendes Política

Relacionadas

Mais lidas