POLÍTICA
Isidório ironiza fuga de Flávio e diz esperar que EUA tenham CAPS
Parlamentar baiano comparou a saída de Flávio à de Jair Bolsonaro após a derrota eleitoral



O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) criticou a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota na eleição presidencial e afirmou que a família Bolsonaro não aceita perder disputas eleitorais. As declarações foram feitas em meio à repercussão de uma carta divulgada pelo senador nesta quarta-feira, 28, na qual ele contestou o resultado das urnas e anunciou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.
Ao comentar o cenário político, em entrevista exclusiva ao A TARDE, Isidório também fez críticas ao bolsonarismo e relacionou a saída de Flávio do país à postura adotada anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador, após a derrota eleitoral.
"O bolsonarismo é assim, nós temos uma situação política hoje complicada, nós temos bons homens e mulheres da direita, bons homens e mulheres da esquerda e nós temos o bolsonarismo. A família Bolsonaro, eles não aceitam perder eleição, eles gostam de golpe, você viu? Porque o pai, quando perdeu a eleição, aí planejou o golpe."

Deputado cita saída de Jair Bolsonaro após derrota
Na sequência, o parlamentar criticou a conduta da família Bolsonaro e mencionou as investigações sobre a trama golpista após a eleição presidencial anterior. Isidório também fez referência à saída de Jair Bolsonaro do Brasil e à permanência de apoiadores do ex-presidente em frente a quartéis.
"Eles queriam matar o presidente da República, matar o vice-presidente, matar o ministro do Supremo Tribunal Federal, eles falam o tempo todo em golpe. Aí agora o filho também fugiu, você viu que o pai, quando perdeu a eleição, abandonou todos os chamados patriotas na frente dos quartéis, 'se picou', pegou o avião, foi embora, abandonou e parece que foi orientado a voltar depois, tá certo? Quando viu que o Trump não queria ir lá também, porque deve ter percebido, enfim, eu espero que nos Estados Unidos tenha o CAPS. Tá entendendo? Eu espero que exista CAPS, porque SUS não tem. SUS eu já sei que não tem. Eu espero que pelo menos haja CAPS. Olha, esse povo, onde chega, destrói pessoas."
A carta de Flávio foi divulgada depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo, 25. O resultado oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 64,2 milhões de votos para Lula, contra 59,8 milhões para o senador do PL, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
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Na primeira versão do documento, Flávio se apresentou como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". A frase foi retirada minutos depois, quando o texto foi republicado nas redes sociais. O senador, no entanto, manteve a contestação do resultado eleitoral e a promessa de comandar a oposição do exterior.
Deputado também ataca Trump e Milei
Ao ampliar as críticas para o cenário internacional, Isidório mencionou os governos de Donald Trump, nos Estados Unidos, e Javier Milei, na Argentina. O parlamentar contestou a ideia de que esses países devam servir de referência política para o Brasil e fez afirmações sobre as condições de vida e de trabalho na Argentina.
"Eles são acostumados com isso. Vá lá nos Estados Unidos. Veja como é que está lá o horror, pessoas nas ruas flageladas, a carestia, o absurdo. Vá na Argentina, onde o doido Milei governa. Vê lá, de oito foi para doze horas, doze horas de trabalho, na borracha, na porrada. É assim que tá as ruas da Argentina. Sabe qual é a carne que estão comendo lá? Carne de burro, carne de jegue. Essa é a carne que o povo come na Argentina. Então, meu amigo, nós vamos nos guiar por esses doidos, por pessoas que estão fora de si, facínoras que só pensam em liberar arma, que tudo que pregam é falsidade, é mentira."
Isidório critica atuação de religiosos na política
O deputado também direcionou críticas a setores evangélicos que, segundo ele, passaram a apoiar o bolsonarismo e a atacar Lula. Isidório afirmou que determinadas lideranças religiosas desrespeitam o resultado das urnas ao se referirem de forma negativa ao presidente eleito.
"Eles invadiram as igrejas evangélicas, tá certo?, transformaram algumas em seitas, tá entendendo? Aquelas que cederam. A coisa tá tão feia. E você vê hoje aí, cafajestes, pilantras disfarçados de pastor que chamam o presidente Lula de serpente, um presidente eleito, nós, evangélicos que conhecemos a Bíblia, nós sabemos que a Bíblia diz que as autoridades precisam ser respeitadas."


