POLÍTICA
Jair Bolsonaro usa tática de Lula para seguir vivo na política
Ex-presidente está preso em regime fechado desde o final de novembro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está usando uma estratégia já utilizada pelo presidente Lula (PT) quando o petista esteve preso na sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, entre abril de 2018 e novembro de 2019.
Ao longo dos 580 dias detido, o petista recebeu 572 visitas. Nesse período, utilizou os aliados para alimentar o noticiário sobre a sua vida. Assim, ainda que não desse entrevista, muito se falava sobre Lula.
Também na sede da PF, mas em Brasília, Jair Bolsonaro — que cumpre pena de 27 anos e três após condenação no julgamento da trama golpista — começou a adotar comportamento semelhante.
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Em pouco mais de dois meses cumprindo pena, o ex-presidente contou com a visita dos filhos, advogados, aliados e de pessoas próximas da família. Até agora, através deles, chamou a atenção da mídia sobre problemas na sala onde estava instalado: ruído do ar-condicionado e a queda sofrida por ele fizeram parte do noticiário.
Depois disso, foi transferido para a Papudinha.
Na política, determinou, mesmo sem dar uma palavra à imprensa, que o seu filho Flávio Bolsonaro (Republicanos) fosse o candidato do seu grupo político à Presidência da República, além de fazer o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarar publicamente apoio a Flávio, abrindo mão do seu sonho de concorrer ao Planalto.
Tarcísio diz que recusaria apelo de Bolsonaro para disputar o Planalto
Ao que tudo indica, Tarcísio de Freitas (Republicanos) desistiu de tentar a Presidência da República e deve mesmo ser candidato à reeleição ao governo de São Paulo.
Nesta terça-feira, 27, Tarcísio afirmou que terá um "papo de amigo" com Jair Bolsonaro (PL) daqui a dois dias, em visita marcada em sua cela na chamada "Papudinha", em Brasília, e que recusaria um convite para concorrer a presidente, mesmo diante de um apelo do padrinho político.
“Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, quando ele ainda estava em prisão domiciliar, antes do regime fechado, ele me disse: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial, qual é a sua posição?’. Eu disse: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente, muito claro com ele em relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência”, declarou à rádio Jovem Pan de Sorocaba, no interior de São Paulo.
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