ELEIÇÕES 2026
Jerônimo no 1º turno? Prefeitos divergem sobre facilidade da eleição
Gestores fazem panorama em meio a movimentações nos bastidores e sob os holofotes

A nove meses das eleições ao Governo da Bahia e ao Senado, as movimentações em torno das formações das chapas seguem a todo vapor, tanto na oposição, quanto na base de apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
O petista, ainda que não oficialmente, deve ser mesmo o nome a disputar a reeleição ao Palácio de Ondina, em outubro. No Senado, os caminhos apontam para a formação de uma chapa "puro-sangue", com os dois nomes oriundos do PT: o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Caso o cenário se confirme, o também senador Angelo Coronel (PSD-BA) ficaria de fora da chapa após ter sido eleita dentro do grupo em 2018 — naquela ocasião, ele substituiu Lídice da Mata (PSB), atualmente deputada federal e líder da bancada baiana na Casa.
A tendência, então, é a de que Coronel mantenha seu nome para disputar uma vaga ao Senado, mas de maneira avulsa, sem estar necessariamente alinhado a qualquer grupo político, seja da situação ou da oposição.
O que pensam os prefeitos?
Para trazer um panorama acerca da disputa eleitoral na Bahia, o Portal A TARDE ouviu prefeitos para saber a avaliação que eles fazem desta movimentação em torno da formação da chapa majoritária.
Para o gestor de Camaçari, Luiz Caetano (PT), se as eleições fossem realizadas hoje, Jerônimo Rodrigues seria eleito no primeiro turno.
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"Politicamente, se você faz uma análise mais ampla, uma análise da geopolítica da Bahia, você vai observar que todos os indicadores demonstram que Jerônimo tem crescido e consolidado a sua reeleição. Nós temos 417 prefeitos e prefeitas na Bahia. A maioria absoluta desses prefeitos está apoiando Jerônimo Rodrigues, estão apoiando o nosso projeto político do estado da Bahia, a maioria absoluta", afirmou Caetano ao Portal A TARDE.
"Além do trabalho que Jerônimo está fazendo na Bahia, tem ainda as grandes empresas que está trazendo para o nosso estado, das pequenas às grandes. Os investimentos feitos tem colocado a Bahia em primeiro lugar no Brasil, ganhando para São Paulo", acrescentou.
Vitória apertada
O prefeito de Alagoinhas, Gustavo Carmo (PSD), também crê em um resultado positivo a favor de Jerônimo nas eleições de outubro. No entanto, o pessedista vê uma eleição mais apertada, com o petista obtendo a vantagem devido à interiorização das políticas públicas.
"Avalio que teremos uma eleição apertada, mas acredito na vantagem e na vitória do governador Jerônimo, por tudo que tem feito e entregue, sobretudo na interiorização das políticas públicas, a exemplo do que tem feito, nesse sentido, na educação, saúde e segurança pública", disse ele ao Portal A TARDE.
Construção e paciência
Para o Senado, Caetano evitou cravar que a chapa já esteja formada com Rui e Wagner, salientando que as discussões ainda estão em aberto.
"Não sei se vai ser assim, porque a gente está no processo de construção ainda. Obviamente, tem que ter paciência, tem que ter calma, tem que ouvir todo mundo e trabalhar para não perder ninguém, para estar junto o grupo como sempre teve e tem demonstrado que é muito importante", disse o petista.
"Você montar chapa majoritária não é simples, não é fácil. Tem que ter muita paciência, muita calma e ouvir todo mundo. E isso tem sido feito por [Jaques] Wagner, por Rui [Costa], por Otto [Alencar], por Jerônimo, que é o nosso líder e comanda esse projeto todo, dialogando com o presidente da República. Nós vamos montar a chapa com todos juntos para que a gente possa ter uma grande vitória e espaço vai ter para todo mundo, inclusive na montagem da chapa", acrescentou Luiz Caetano.
E Coronel? "Equívoco" tirar da chapa
Por sua vez, Gustavo Carmo afirmou ser um equívoco deixar Angelo Coronel fora da chapa e que isso pode custar caro eleitoralmente. Por isso, ele defende a permanência do correligionário, mas não como suplente.
"Política é a arte de agregar, e deixar o senador Coronel, filiado ao maior partido da Bahia, de fora da chapa é abrir mão de um grande quadro para as eleições. Isso pode custar caro eleitoralmente. Por isso defendo a permanência do senador Ângelo na chapa, mas não como suplente. Tem que estar preferencialmente para o Senado e, como segunda opção, para a vaga de vice-governador", disse Gustavo Carmo.
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