POLÍTICA
Eleições à vista: líderes da Câmara de Salvador definem prioridades
Líder governista na Câmara Municipal de Salvador, Kiki Bispo acredita em chapa forte para as eleições de outubro

Por Ane Catarine e Yuri Abreu
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Os líderes do governo e da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União) e Randerson Leal (Podemos), falaram sobre a expectativa para a abertura dos trabalhos legislativos na Casa, nesta segunda-feira, 2, além de abordarem o cenário político estadual, com a proximidade das eleições ao governo da Bahia, Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e Câmara dos Deputados, em outubro.
De um lado, Kiki Bispo, celebrou a chegada do senador Angelo Coronel ao grupo de oposição ao governo da Bahia.
O congressista anunciou a decisão no último sábado, 31, após entrevista em uma rádio do interior da Bahia. Na ocasião, Coronel afirmou que estava deixando não apenas o partido, como também a base liderada por Jerônimo Rodrigues (PT).
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"Cara e o cheiro do interior"
"A gente está muito feliz com a notícia, o Coronel é um senador da República, um senador que tem a cara e o cheiro do interior, um senador municipalista com destaque muito claro, sobretudo na defesa dos prefeitos do nosso estado. Ele se destacou com essa bandeira, então, portanto, ele chega para somar muito e agregar muito a nossa chapa", afirmou.
De acordo com o edil, a chegada de Coronel fará com que o grupo monte uma chapa forte ao senado, com Coronel e o ex-deputado federal João Roma (PL). Kiki ainda fez um paralelo entre a "contratação" de Coronel e a chegada do meio-campo Lucas Paquetá ao Flamengo.
"Nós vamos aí ter uma chapa forte, uma chapa bem, bem plural, com a cara da Bahia. Com certeza, Coronel chega com todos esses requisitos [...] eu diria que nossa contratação foi melhor, foi maior do que a de Paquetá, reforço em ano de Copa, essa é a nossa expectativa. Aí ficou claro que o lado de lá é a chapa dos que chamamos de sangue puro, é tudo nosso e nada deles", acrescentou Kiki Bispo.
Foco no PDDU e no transporte público
Por sua vez, Randerson Leal falou sobre as expectativas em assumir a liderança da oposição na CMS, no lugar de Aladilce Souza (PCdoB). A medida faz de um acordo de alguns anos entre os vereadores do grupo que, a cada ano, ocupam o posto.
"Muito honrado em receber essa missão de representar a bancada de oposição aqui na Câmara Municipal. Espero que possa fazer o meu melhor para que Salvador possa ter realmente projetos importantes. Nosso intuito é fazer sempre para melhorar a nossa cidade, para melhorar a condição de vida do nosso povo e espero fazer esse trabalho aqui na Câmara", disse ele.
Caixa-preta
Segundo o podenista, dois temas devem ter foco principal: o PDDU e o transporte público. "O PDDU já tem quase dois anos de atraso, é um dos temas mais importantes que nós vamos pautar aqui na Câmara Municipal. Espero que a gente no primeiro semestre possa receber o PDDU para que a gente possa discutir, para que a gente possa trazer para dentro da Câmara a população, para a população falar o que é que ela quer dos próximos 8 anos de nossa cidade", comentou.
"Também queremos abrir a caixa preta do transporte público municipal. No ano passado nós aprovamos vários subsídios, no último, nós aprovamos 70 milhões [de reais] de subsídios, justamente para não ter o aumento da tarifa de ônibus. Infelizmente nós tivemos essa triste surpresa que na virada de um ano nós tivemos o aumento da tarifa de ônibus. Então nós precisamos discutir melhor o transporte público municipal, abrir a caixa preta, porque a Câmara Municipal está aqui para somar, agregar", finalizou Randerson Leal.
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