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Caso Master: ex-ministro de Lula confirma que trabalhou para banco

Ex-ministro, no entanto, negou irrugularidades no caso

Ane Catarine
Por
| Atualizada em
Ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
Ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski - Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O ex-ministro Ricardo Lewandowski se manifestou nesta terça-feira, 27, sobre informações de que o Banco Master, ainda sob o comando do empresário Daniel Vorcaro, teria pago R$ 5 milhões a um escritório de advocacia ligado a ele.

Em nota, Lewandowski confirmou que prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master, mas afirmou que a atuação ocorreu após deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, quando retornou à advocacia.

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O ex-ministro esclareceu ainda que, ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, "suspendeu o registro profissional junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)".

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Atualmente, o nome de Lewandowski não consta como vinculado a escritórios de advocacia no sistema do Cadastro Nacional dos Advogados, da OAB. No entanto, familiares do ex-ministro ainda aparecem como sócios do Lewandowski Advocacia, escritório que teve o grupo empresarial de Daniel Vorcaro como cliente.

Fraude bilionária

Uma investigação da Polícia Federal (PF) busca esclarecer detalhes das negociações do Banco Regional de Brasília (BRB) para a compra do Banco Master.

O negócio acabou suspenso após a identificação de irregularidades nas tratativas e, posteriormente, o Master foi liquidado pelo Banco Central por fraudes financeiras.

O BRB desembolsou R$ 12 bilhões na aquisição de carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e não tinham garantias. O Banco Central estima que o prejuízo para o banco tenha sido de, no mínimo, R$ 3 bilhões.

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Banco MAster Daniel Vorcaro ministério da justiça Ricardo Lewandowski STF

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