SUBIU O TOM
Lula compara Bolsonaro a ‘cachorro louco’ e defende prisão do opositor
Presidente comentou veto ao PL da Dosimetria e afirmou que soltar ex-mandatário resultaria em novos ataques

Em tom incisivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira, 6, durante entrevista à TV Aratu, em Salvador.
Ao defender o veto ao projeto de lei da Dosimetria, o qual que busca reduzir penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, Lula comparou o antecessor a um “cachorro louco”, sugerindo que a liberdade representaria um risco imediato à ordem pública.
“Você acha que, se você tiver um cachorro louco preso e soltar ele, ele vai sair manso? Ele vai tentar morder alguém”, afirmou o petista, sem citar o nome de Bolsonaro diretamente.
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O presidente justificou a posição mencionando a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta ao ex-mandatário, baseada em planos de assassinato contra ele próprio, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, revelados por delações de antigos aliados.
Embate
O projeto de lei em questão, aprovado pelo Congresso em dezembro sob resistência governista, é o novo foco de tensão entre o Planalto e o Legislativo. A oposição já articula a derrubada do veto presidencial, mas Lula declarou estar em paz com sua decisão.
“Eu fiz a minha parte. O Congresso fez a dele, aprovou. Eu vetei porque não concordo”, pontuou.
Apesar da retórica dura e da defesa da permanência de Bolsonaro no cárcere, o atual chefe do Executivo admitiu a possibilidade de uma anistia futura, traçando um paralelo histórico com o regime militar.
“Algum dia pode ter uma anistia para ele, como teve em 1964, 15 anos depois”, comentou, sinalizando que a discussão sobre o perdão político pode ser inevitável a longo prazo, embora inoportuna no momento atual.
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