SEM PRESSA
Lula consulta aliados antes de decidir sobre Conselho da Paz de Trump
Iniciativa dos EUA visa, inicialmente, planejar a reconstrução da Faixa de Gaza

Por Ane Catarine

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem conversado com representantes de outros países antes de tomar a decisão sobre aceitar ou não o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz.
Trata-se de uma iniciativa criada pelo governo norte-americano para, inicialmente, planejar a reconstrução da Faixa de Gaza.
Na quinta-feira, 22, Lula conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Segundo comunicado divulgado pelo governo brasileiro, os dois enfatizaram as convicções que têm sobre a necessidade de uma “reforma abrangente” das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança.
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Logo depois, o presidente falou, também por telefone, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
“Ao expressar satisfação quanto ao cessar-fogo obtido em Gaza, o presidente Lula consultou o presidente Abbas sobre as perspectivas de reconstrução da região e reiterou o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio”, informou o Palácio do Planalto, em nota.
Conselho da Paz
Sem o apoio dos aliados europeus, Trump oficializou na quinta-feira, 22, a criação do Conselho da Paz. O novo órgão terá como líder vitalício e único com poder de veto o próprio presidente dos Estados Unidos.
Participaram da assinatura do documento 19 países aliados de Trump, divididos da seguinte forma:
Democracias
- Argentina
- Paraguai
- Hungria
- Bulgária
- Turquia
- Kosovo
- Armênia
- Paquistão
- Mongólia
- Indonésia
Países que não têm democracia plena
- Marrocos
- Jordânia
Regimes considerados autoritários
- Azerbaijão
- Uzbequistão
- Cazaquistão
- Bahrein
- Qatar
- Emirados Árabes Unidos
Ditadura
•Arábia Saudita
Rússia, China, Brasil, França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus foram convidados, mas não assinaram o documento.
Nos bastidores, o governo brasileiro afirma que não há pressa para responder ao convite e que a decisão não deve ser divulgada nesta semana.
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