LEI PARA TODOS
Lula diz que filho deve responder por eventuais erros: "investigue-se"
Presidente nega intenção de interferir nas apurações conduzidas pelo STF contra Lulinha



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo, 23, durante entrevista concedida a uma emissora de TV, quer as investigações envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, devem continuar.
A declaração foi feita no Palácio da Alvorada. Ao falar sobre o caso, Lula reafirmou que não vai interferir nas apurações e defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas. Segundo ele, a condição de filho de presidente não deve isentar Lulinha de responder pelos seus erros, caso as suspeitas sejam confirmadas.
“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Investigue-se”, declarou o presidente.
As investigações
Lulinha é alvo de três inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo empresas e o governo federal. “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa.
Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”, reafirmou Lula. As investigações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de julho.
André Mendonça é relator de duas apurações, enquanto Flávio Dino conduz a terceira. O caso envolve ainda a proximidade de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Mensagens e trechos de relatórios da Polícia Federal divulgados nesta semana também apontaram uma possível interlocução entre Lulinha e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
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A Polícia Federal apura uma possível conexão entre Lulinha, Roberta Luchsinger e Marcola e um eventual esquema de tráfico de influência. Lulinha nega irregularidades.
A entrevista será exibida no Domingo Espetacular, na edição deste domingo, 23, a partir das 20h30, mesmo horário de um debate com presidenciáveis na TV Band. Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) informaram que não devem participar do programa.


