POLÍTICA
Lula pede punição a Flávio e Campopiano por divulgação de fake news
Representação no TSE aponta divulgação de montagem feita com inteligência artificial e pede remoção



A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir punições contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP). A representação acusa os dois de disseminar desinformação eleitoral por meio de uma imagem manipulada com inteligência artificial.
O conteúdo mostra uma trabalhadora negra limpando pichações na estação Trianon-Masp do metrô, em uma suposta cena posterior à manifestação pró-Lula realizada no último domingo, 14. Análises de agências de checagem e ferramentas de detecção digital apontaram que a imagem é um deepfake, produzido a partir de fotografias institucionais do sistema metroviário.
Publicação ultrapassou 1,7 milhão de visualizações
A imagem alcançou ampla circulação nas redes sociais depois de ser compartilhada por Eduarda Campopiano na plataforma X, onde superou 1,7 milhão de visualizações.
Na representação apresentada à Justiça Eleitoral, os advogados da coligação de Lula argumentam que o material foi divulgado sem o aviso obrigatório sobre a utilização de inteligência artificial, conforme as resoluções do TSE. Para a defesa, a publicação caracteriza propaganda eleitoral irregular e desinformação deliberada às vésperas do segundo turno.
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A ação também menciona outros nomes que teriam compartilhado a montagem. Entre eles estão Pablo Marçal, descrito no documento como aliado de Flávio Bolsonaro, e o deputado estadual Coronel Azevedo (PL-RN). A conta oficial do PL Nacional também teria replicado o conteúdo.
A petição registra ainda a circulação da imagem em grupos de mensagens ligados à militância política, incluindo o canal “Tropa do Flávio”, no WhatsApp.
Coligação pede retirada do conteúdo e multa
A representação solicita que o TSE conceda uma decisão liminar para retirar imediatamente todas as URLs que contenham a imagem e impedir novas publicações de versões idênticas ou semelhantes.
Além das medidas de remoção, a coligação pede que Flávio Bolsonaro e os demais representados


