POLÍTICA
Moraes decide manter Bolsonaro em prisão domiciliar
Decisão é desta sexta, 3


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu prorrogar a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. A decisão é desta sexta-feira, 3.
A prorrogação da 'prisão domiciliar humanitária' atende ao pedido da defesa de Bolsonaro, que enfrenta problemas de saúde considerados delicados. O político, que cumpre pena pela trama que tinha como objetivo executar um golpe de Estado após as eleições de 2022, está em casa desde março deste ano.
Bolsonaro preso
Condenado por crimes que versam sobre a tentativa de golpe de Estado após sua derrota para o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro cumpre 27 anos e três meses de prisão.
Bolsonaro estava preso na chamada Papudinha, dentro do Complexo da Papuda, mas foi autorizado a migrar para a casa, em decisão do dia 27 de março.
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O ex-presidente teve seu prazo de prisão domiciliar vencido na última semana, ficando sob expectativa de uma prorrogação da sua permanência em casa, em Brasília.
Entrega de armas
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 3, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entregue, de forma compulsória, todas as armas de fogo cadastradas em seu Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
A resolução estipula um prazo improrrogável de 48 horas para que o armamento seja depositado junto à Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal.
A ordem do magistrado suspende de forma imediata a validade do certificado de CAC do ex-presidente, além de cassar as autorizações de porte de arma de fogo eventualmente vigentes em seu nome.
A determinação impõe sanções severas em caso de descumprimento do prazo assinalado, advertindo que a inobservância da obrigação de entrega dos dispositivos poderá resultar na conversão da prisão domiciliar — medida cautelar atualmente cumprida por Bolsonaro — em prisão preventiva em regime fechado.

Quais são as armas?
A medida do STF abrange um lote de 10 armas de fogo vinculadas ao acervo pessoal do ex-mandatário. A listagem dos equipamentos inclui pistolas, carabinas e espingardas categorizadas pelas normas técnicas tanto na classe de uso permitido quanto na de uso restrito:
Pistolas:
- Uma Glock calibre 9 mm, no modelo 9×19 mm Parabellum, de uso restrito;
- Duas Forjas Taurus, nos calibres .380 Automatic (uso permitido) e .40 Smith & Wesson (uso restrito);
- Uma Caracal 9×19 mm Parabellum (uso restrito);
- Uma Arex 9×19 mm Parabellum (uso restrito);
- Uma SIG Sauer 9×19 mm Parabellum (uso restrito).
Carabinas
- Uma Caracal calibre 5,56×45 mm (uso restrito);
- Uma Springfield Armory calibre 7,62×51 mm (uso restrito).
Espingardas
- Uma Typhoon calibre 12 GA (uso restrito);
- Uma Maestro Arms Company calibre 12 GA (uso permitido).
Desmobilização do acervo bélico
O despacho contextualiza que, embora existam frentes de apuração específicas conduzidas pelos órgãos de controle a respeito da posse de uma pistola da marca Glock e de supostas desconformidades no monitoramento da tornozeleira eletrônica, o ministro Alexandre de Moraes avaliou que os elementos de convicção colhidos até o momento não consolidam a ocorrência de falta grave apta a justificar a revogação total do benefício da prisão domiciliar.
Desse modo, o tribunal optou por preservar o regime cautelar de recolhimento residencial, condicionando sua continuidade à desmobilização imediata do acervo bélico sob propriedade do ex-chefe do Executivo federal.


