GUERRA DE NARRATIVA
Flávio Bolsonaro anuncia ida aos EUA para defender o Pix
Pré-candidato à Presidência da República evitou falar sobre datas da viagem


O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou nesta sexta-feira, 3, que fará uma nova viagem aos Estados Unidos (EUA). Na mala, ele levará o seguinte pleito: a defesa do pix.
Durante evento na capital carioca, o filho “01” criticou o presidente Lula (PT), que segundo ele, está “se lixando” para o mecanismo e para as empresas do país.
“A verdade é a seguinte: nós defendemos o Pix, porque o Pix é no Brasil, foi criado no ano do presidente Bolsonaro, sem taxa. Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para as empresas brasileiras”, disse Flávio.
Apesar disso, o congressista não divulgou quando deve ser o novo encontro com o presidente americano, Donald Trump. Se confirmada, essa não será a primeira vez que o presidenciável, tem uma agenda com Trump.
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No final de maio, Flávio Bolsonaro foi aos Estados Unidos se encontrar com o presidente americano.
Após o encontro, o governo Trump classificou as organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), como terroristas, ato que embasou as sanções aplicadas nesta semana contra dois brasileiros, três empresas com sede no Brasil e uma em Portugal.
Quem é o verdadeiro pai do Pix? Conheça a história do sistema
A paternidade do Pix voltou a ser discutida após a possibilidade de o governo dos EUA impor um tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo e Flávio, sustentarem a narrativa de que a ferramenta teria sido uma criação do pai.
No entanto, os fatos desmentem a narrativa sustentada pelos herdeiros do liberal. Tudo começou em 2016 — três anos antes da posse de Bolsonaro no Planalto — quando um grupo de trabalho do Banco Central (BC), liderado pelo engenheiro Carlos Eduardo Brandt, iniciou o processo de desenvolvimento da plataforma e publicou um relatório com detalhes do projeto, mostrando a eficiência dos sistemas de pagamentos instantâneos.
Dois anos depois, em 2018, no governo Michel Temer, a instituição financeira iniciou o processo de criação da plataforma. Somente a partir de outubro de 2019 — aí na gestão Bolsonaro — a infraestrutura tecnológica começou a ser desenvolvida.
Um ano após o começo do desenvolvimento da infraestrutura tecnológica, foi iniciado o cadastramento de chaves por usuários iniciais. O funcionamento do sistema teve início em 3 de novembro, de forma restrita — a operação em forma plena começou a valer em 16 de novembro de 2020.


