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Motta desmente acordo para pautar anistia e líder do PL se desculpa

Segundo o presidente da Casa, negociação aconteceu apenas entre os partidos

Redação
Por Redação
Presidente da Câmara, Hugo Motta, e líder do PL,  Sóstenes Cavalcante
Presidente da Câmara, Hugo Motta, e líder do PL, Sóstenes Cavalcante - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou que tenha feito um acordo para pautar a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro na Casa na próxima semana.

Líderes de partidos de oposição deram a entender ter fechado um acordo com Motta para votar a anistia, em troca de encerrar a ocupação da mesa diretora, na quarta-feira, 6.

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Segundo esses líderes, o acordo envolveria o PL, o Novo e partidos do Centrão, como o PP, União Brasil e o PSD. O acerto previa ainda a votação do fim do foro privilegiado.

Para interlocutores, Motta negou ter se comprometido a votar a anistia, e disse que o acordo foi só entre os partidos.

Admissão e desculpas

O líder do PL na Câmara , Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), recuou e negou que a oposição tenha feito um acordo com Hugo Motta, para encerrar a obstrução nas votações. Sóstenes também pediu desculpas a Motta pela forma como conduziu a crise.

“Num dia como ontem, não há vencedores ou vencidos. O presidente Hugo não foi chantageado por nós e não assumiu compromisso com nenhuma pauta. Os líderes dos partidos que assumiram foram PSD, União Brasil e Progressistas”, afirmou.

“Eu não fui correto e te peço perdão, presidente. Muitos colegas, no auge da emoção…Uma colega da esquerda agrediu o deputado Nikolas, mas, se depender do PL, não faremos representação. Estávamos emocionalmente desestruturados. Esta Casa precisa de recondução. Peço desculpas a todos, se fui indelicado.

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anistia hugo motta sóstenes cavalcante

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