POLÍTICA
Oposição pede investigação sobre gastos de publicidade do governo Lula
Representação aponta que campanha petista já gastou mais que o teto permitido

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, enviou um pedido ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que seja conduzida uma investigação sobre possíveis irregularidades nos gastos do governo Lula com publicidade institucional no ano eleitoral.
O documento, dirigido à Presidência da República e à Secretaria de Comunicação Social (Secom), alega que os gastos com publicidade teriam ultrapassado o limite permitido por lei. O senador ainda levanta a possibilidade de ter ocorrido desvio de finalidade e abuso de poder econômico.
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Entre os pontos levantados por Rogério Marinho está a campanha “Tempo com a Família”, que aborda o fim da escala 6x1. O documento diz que a campanha teria consumido cerca de R$ 80 milhões em recursos públicos, representando uma parcela significativa dos gastos de publicidade do governo neste ano, mesmo com a medida em tramitação no Congresso.
O parlamentar também afirma que usar dinheiro público para promover uma pauta legislativa popular durante o ano eleitoral pode desequilibrar o debate político. No pedido ao TCU, o senador solicita que seja feita uma auditoria na Secom que requer informações detalhadas sobre os gastos, além da suspensão imediata dessas campanhas.
A representação pede ainda que órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU), sejam acionados para colaborar na investigação.
PL dobra a aposta
Ao mesmo tempo, o PL vai entrar com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o mesmo assunto.
Segundo a representação, até 18 de junho de 2026, os empenhos com publicidade institucional já somariam R$ 785,7 milhões, valor aproximadamente R$ 167,6 milhões acima do teto permitido para o primeiro semestre do ano eleitoral.


