ENTENDA O CASO
Padilha detona Flávio Bolsonaro após polêmica das terras raras: "Entregador do Brasil"
Ministro da Saúde fez um apelo ao povo brasileiro sobre as eleições de outubro

Por Ane Catarine e Gabriela Araújo
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, condenou a fala do senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sobre as terras raras e minerais críticos do Brasil no evento americano de conversadores CPAC, no Texas.
Para Padilha, há uma clara desconexão entre o projeto de governo do herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o povo brasileiro, o que, segundo ele, escancara o perfil de “entregador oficial” do país do senador.
“Ele falou em inglês achando que ninguém ia traduzir. Ele fez o discurso em inglês para contentar a extrema direita lá do Texas, mas está traduzido, ele declarando que quer entregar as terras raras do Brasil [aos EUA]", declarou Padilha, completando:
"Ele não é candidato a presidente da República do Brasil não, ele é candidato a entregador oficial do Brasil a outros países”, disse ele.
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Durante discurso, Padilha chamou a família Bolsonaro de "miliciana" e descartou possibilidade de eleger o senador ao Planalto. “A gente não vai deixar isso acontecer”.
O ministro da Saúde está em Salvador, nesta segunda-feira, 30, para fazer uma série de entregas ao setor. A primeira agenda de Padilha ocorreu no Hospital da Mulher, no Largo de Roma, onde entregou a 1ª etapa do ambulatório, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
O que disse Flávio Bolsonaro?
O filho ‘01’ de Jair Bolsonaro colocou o Brasil como peça-chave na produção de minerais raros a ser distribuído para outros países.
“O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”, afirmou.
A fala gerou revolta em políticos, sobretudo, os que são aliados do presidente Lula (PT).
Nas redes sociais, o ministro da Secretaria Geral do da Presidência, Guilherme Boulos (Psol) disse que a fala de Flávio Bolsonaro é o “fato mais grave das eleições de 2026 até aqui”.
Outros o acusaram de querer vender o Brasil para os Estados Unidos, comandado pelo presidente Donald Trump, que já aplicou penalidades contra o país, com o chamado tarifaço.
Feitos de Lula para o Brasil
Durante discurso, na capital baiana, o ministro da Saúde também ressaltou os feitos do presidente Lula para o país. Segundo ele, o povo brasileiro deve reconhecer os esforços do mandatário durante as eleições de outubro, que serão decididas no dia 4, um domingo.
“Ciente de que o povo da Bahia e o povo brasileiro vai reconhecer o que significa o presidente Lula neste quatro anos e que o Brasil volta a ter a menor taxa de inflação desde 2007, o maior aumento da massa salarial, o crescimento do emprego, [estamos] com a menor taxa de desemprego dos últimos anos”, afirmou.
Avanço na Saúde
Já na Saúde, o ministro citou o volume de entregas de ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que de acordo com ele, no governo Bolsonaro não acontecia.
“Só na área da saúde, nós vamos entregar hoje o Samu. Sabe quantos anos ficou sem o governo federal comprar uma ambulância da Samu? Seis anos. Eu tenho certeza absoluta que o povo vai reconhecer na hora da eleição, quem fez mais pela saúde, mais pelo povo brasileiro”, concluiu Padilha.
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