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"Perseguição": Bolsonaro exige anulação da delação de Mauro Cid

Pedido de Bolsonaro veio após a reportagem de Veja revelar que Cid teria mentido em seu depoimento ao STF

Flávia Requião
Por Flávia Requião
Jair Bolsonaro cumprimentando o tenente-coronel Mauro Cid durante interrogatório no STF
Jair Bolsonaro cumprimentando o tenente-coronel Mauro Cid durante interrogatório no STF - Foto: Ton Molina/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, em publicação nas redes sociais, nesta sexta-feira, 13, que a delação de seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid seja anulada.

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“Isso não é justiça. É perseguição. É uma caça às bruxas contra mim e contra os milhões de brasileiros que eu represento. Um processo movido por vingança, não por verdade. Essa delação deve ser anulada. Braga Netto e os demais devem ser libertados imediatamente. E esse processo político disfarçado de ação penal precisa ser interrompido antes que cause danos irreversíveis ao Estado de Direito em nosso país”, escreveu Bolsonaro no X.

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O pedido de Bolsonaro veio após a reportagem de Veja revelar que Cid teria mentido em seu depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“As mensagens de Mauro Cid divulgadas pela Revista Veja escancaram o que sempre dissemos: a ‘trama golpista’ é uma farsa fabricada em cima de mentiras. Um enredo montado para perseguir adversários políticos e calar quem ousa se opor à esquerda”, declarou no post.

A revista publicou que Cid teria violado a ordem do ministro Alexandre de Moraes de não se comunicar no âmbito da investigação. No interrogatório a que foi submetido na segunda-feira,9, o militar afirmou que não usou mídias sociais no período em que esteve sob medidas restritivas.

Porém, a Veja publicou na quinta, 12, provas de uma troca de mensagens entre Cid - usando um perfil de nome "Gabriela R" - e alguém do círculo íntimo de Bolsonaro. A revista ressaltou o conteúdo como um jogo duplo do delator ao relatar a seu interlocutor versão diferente das dadas nos depoimentos do acordo de colaboração premiada.

“Apelo à consciência dos brasileiros, das instituições, dos parlamentares e da imprensa séria: reflitam sobre o preço dessa escalada autoritária.Chega dessa farsa. Não se constroi um país sobre mentiras, vingança e arbítrio”, apelou o ex-presidente.

Prisão de Cid

O STF revogou, na manhã desta sexta, 13, o pedido de prisão do tenente-coronel, Mauro Cid. A informação inicial é de que o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro teria sido detido pela Polícia Federal, que investiga se ele tentou pegar o passaporte para deixar o Brasil.

Apesar da revogação, o Cid deve ser encaminhado para a sede da PF em Brasília, para dar novo depoimento. A expectativa é que a oitiva ocorra ainda na manhã desta sexta.

Segundo à CNN, o militar foi preso na manhã desta sexta na sua casa, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, pela PF. Logo depois, a prisão foi revogada. A defesa negou que o militar tenha sido detido.

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Bolsonaro delação premiada golpe mauro cid STF

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