POLÍTICA
Petistas citam 'sacrifício' de Rui Costa, mas pedem cautela com PSD
Palácio de Ondina observa movimentos de Angelo Coronel

Por Cássio Moreira

Petistas já consideram consolidada a 'chapa do governadores', encabeçada por Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição em outubro, e com Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) postulantes ao Senado. O PSD, principal aliado do PT no estado, segue sendo visto com 'cautela' dentro do tabuleiro.
Nomes consultados pelo Portal A TARDE, sob condição de anonimato, avaliam que o Palácio de Ondina deve observar os acenos da oposição para o senador Angelo Coronel, filiado ao PSD, que hoje seria preterido da majoritária. O entendimento é que uma compensação, não só ao parlamentar, mas também ao partido, seria essencial para evitar o fim da aliança histórica.
Chefe da Casa Civil do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rui Costa (PT) foi mencionado pelos mesmos nomes ouvidos, que citaram o 'sacrifício' feito por ele em 2022, quando desistiu de renunciar ao mandato de governador e recuou de uma candidatura ao Senado.
Leia Também:
Um deputado reforçou que a base governista não deve medir esforços para contornar qualquer indício de crise entre os dois partidos.
"A gente tem que fazer o máximo esforço para contornar qualquer dificuldade com o PSD e com Coronel", afirmou o parlamentar, que pontuou considerar o PSD como peça "fundamental" no tabuleiro político local.
"Essa chapa puro-sangue está vingando. Não digo que bateu o martelo, mas acredito que é uma questão muito importante de ser resolvida. O PSD é fundamental para o nosso time", destacou.
Sacrifício de Rui Costa
O recuo de Rui Costa foi mencionado por um aliado importante do grupo governista, que defendeu a chapa encabeçada pelos três petistas. Para a fonte, o ministro baiano tem, por direito, prerrogativa para reivindicar o espaço na majoritária.
"Se a gente for olhar o histórico do que aconteceu, não é só o fato da gente ter dois ex-governadores, mas o fato de compreender o esforço que foi feito por Rui, que queria ser senador desde lá (2022), mas desistiu para ficar na cadeira de governador", defendeu.
A mesma pessoa pontuou que o grupo trabalhou em conjunto para eleger Coronel em 2018, quando ele conseguiu uma das cadeiras no Senado com Jaques Wagner. Na sua avaliação, "Rui fez campanha como um militante" para o aliado.
"Todos nós trabalhamos muito para eleger Coronel [...] Ele teve todo nosso apoio, especialmente de Rui e de Wagner. Rui fez campanha para Coronel como um militante. Então, essas questões todas devem ser colocadas na mesa. A gente tem que contornar esse histórico também. Acho que a gente vai conseguir resolver essa situação com Coronel", afirmou.
Três nomes para duas vagas
Angelo Coronel (PSD), Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) disputam as duas cadeiras da chapa de Jerônimo para a disputa pelo Senado. Chefe da Casa Civil, Rui é o único dos três que está sem cargo eletivo. A tendência, segundo apuração do Portal A TARDE, é de que Coronel seja o nome preterido do bloco.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes



