INOVAÇÃO
Ponte Salvador–Itaparica entra em nova fase de obras e aposta em tecnologia
Promessa é reduzir em 70% o uso de embarcações na Baía de Todos-os-Santos



Os trabalhos para a construção da Ponte Salvador–Itaparica entraram em uma nova e decisiva etapa no canteiro de obras instalado na Praia do Jaburu, em Vera Cruz.
Sob o comando da Concessionária Dois de Julho, equipes especializadas dão forma à plataforma de trabalho sobre as águas da Baía de Todos-os-Santos, estrutura que vai servir de alicerce operacional para o avanço da futura travessia.
A mobilização na área reúne um robusto parque de máquinas, composto por escavadeiras, caminhões e guindastes de grande porte com capacidade para mover até 150 toneladas.
O objetivo imediato é a fabricação e montagem dos módulos metálicos e de concreto que vão permitir às frentes de serviço adentrarem o mar de forma contínua.

Módulo expansivo
Projetada paralelamente ao traçado definitivo da ponte, a plataforma técnica vai crescer de forma gradativa, acompanhando o ritmo das intervenções.
À medida que novos trechos da travessia forem consolidados, a base avançará sobre o espelho d'água, funcionando como um corredor logístico terrestre sobre o mar para o tráfego de trabalhadores, máquinas pesadas e insumos.
"A cada etapa concluída, a plataforma passa a servir de apoio para a continuidade da construção da ponte principal", disse Antonio Pace, diretor de Engenharia da CRBG
A grande inovação do projeto está no método construtivo adotado, já consagrado em megaprojetos de engenharia na China, mas aplicado pela primeira vez em território nacional. A solução vai trazer um impacto direto na logística da obra:
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Menos tráfego marítimo: redução estimada em 70% na necessidade de barcos e balsas de apoio.
Sustentabilidade: a menor circulação de embarcações cortará o consumo de combustíveis fósseis, diminuindo a emissão de poluentes e suavizando os impactos ambientais na Baía de Todos-os-Santos.
Produção
No canteiro de apoio de Vera Cruz, a linha de produção opera para suprir a demanda da montagem. Estão sendo moldadas as placas de piso em concreto, vigas metálicas do tipo Bailey para sustentação, guarda-corpos laterais de segurança e camisas metálicas para a proteção das estacas da fundação.
Para assegurar a precisão das operações, o consórcio dispõe atualmente de três guindastes (um de 150 toneladas e dois de 40 toneladas), caminhões munck, escavadeiras e um martelo hidráulico de alta potência, equipamento vital para a cravação das estacas no leito marinho.
Ainda de acordo com Antonio Pace, diretor de engenharia da CRBG — integrante do consórcio responsável — e responsável técnico pela unidade de Vera Cruz, a estrutura é a espinha dorsal do cronograma atual.
"Estamos executando a montagem da fundação, da estrutura e do piso dessa plataforma, que avança sobre o mar à medida que a obra evolui", explicou o engenheiro.


