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DISCUSSÃO SOBRE FUTURO

Prefeitura de Salvador apresenta diagnóstico para elaboração do PDDU

Estudo da FGV foi discutido pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano

Leo Almeida
Por
Prefeitura projeta envio do projeto do PDDU até dezembro
Prefeitura projeta envio do projeto do PDDU até dezembro - Foto: Otávio Santos | PMS
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A Prefeitura de Salvador apresentou ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CDU) dados e elementos do diagnóstico elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para subsidiar a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e da Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (LOUOS).

O diagnóstico foi apresentado pelo secretário-executivo do Conselho e integrante do grupo de trabalho da Prefeitura responsável pela revisão da legislação urbanística, Daniel Gallo. Ele detalhou as atividades já desenvolvidas e a metodologia adotada para a revisão do PDDU.

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A ata da reunião foi disponibilizada em publicação do Diário Oficial do Município (DOM) nesta quinta-feira, 27, mas a reunião ocorreu no Auditório da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), no dia 31 de julho.

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Mudanças climáticas e redução populacional

Entre os pontos levantados durante a reunião, o conselheiro João Pereira, representante da sociedade civil, destacou a necessidade de o novo PDDU considerar mudanças climáticas, desigualdades sociais e a redução da população de Salvador.

Segundo ele, a cidade registrou uma queda de mais de 240 mil habitantes. Pereira também defendeu que a discussão sobre a verticalização, especialmente na orla, seja acompanhada de medidas relacionadas ao sombreamento e ao conforto ambiental.

O conselheiro entregou ao secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e presidente do Conselho, Sosthenes Macedo, um documento com propostas elaboradas pelo coletivo Observatório do PDDU.

FGV será chamada para discutir indicadores

O professor Juan Pedro Moreno, representante do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), questionou o cronograma previsto para a conclusão da revisão até dezembro e avaliou que o relatório diagnóstico apresentado inicialmente pela FGV precisava de maior aprofundamento.

Moreno solicitou uma reunião específica com a equipe da Fundação para discutir os indicadores que deverão embasar as diretrizes do novo plano.

Representantes dos movimentos de moradia também cobraram que a revisão considere problemas enfrentados pela população, como a atualização do CadÚnico e o acompanhamento do programa Minha Casa Minha Vida.

Prefeitura promete ouvir diferentes setores

Durante o encontro, Sosthenes Macedo afirmou que a revisão deverá contar com a participação de diferentes setores da sociedade, incluindo Ministério Público, movimentos sociais e representantes da economia.

O secretário defendeu que o desenvolvimento urbano esteja associado ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos, além da melhoria da qualidade de vida da população.

A dirigente do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Cleide Coutinho, defendeu ainda que as discussões tenham como referência as pautas antirracista e feminista, considerando as características demográficas de Salvador.

Prazo para envio

De acordo com a Prefeitura de Salvador, a Câmara Municipal (CMS) deve começar a se debruçar sobre o ordenamento urbano da capital baiana até dezembro deste ano.

A informação sobre o envio dos projetos à CMS foi confirmada para a reportagem pela assessoria de imprensa da Sedur. O prazo foi repassado após a reportagem questionar, na época, sobre o aditamento contratual de oito meses com a FGV.

O novo PDDU é elaborado pela instituição, a qual foi contratada pela gestão municipal em 2025 por R$ 3,6 milhões. O contrato com a instituição expirou neste mês, mas recebeu um aditamento contratual, ganhando um novo prazo de vencimento, agora se encerrando para março de 2027. Valores sobre a renovação do contrato não foram revelados.

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