TENSÃO
PT-BA formaliza veto a André Fraga e expõe racha na federação com o PV
Presidente Tássio Brito, afirma que vereador atua contra projeto político do grupo



O clima político na federação partidária composta por PT, PV e PCdoB na Bahia ganhou contornos de forte tensão pública nesta sexta-feira, 31.
Durante a convenção interna da sigla realizada em Salvador, o presidente do Partido dos Trabalhadores no estado, Tássio Brito, abordou as articulações da legenda para inviabilizar a candidatura à reeleição do vereador André Fraga (PV).
De acordo com o dirigente petista, a montagem da chapa proporcional deve obedecer a critérios estritos de alinhamento e construção partidária coletiva, preceitos que, de acordo com ele, não estariam sendo cumpridos pelo parlamentar ambientalista.
"Quando se monta uma chapa em uma federação partidária, ou em um partido, se monta com aqueles e aquelas que constroem politicamente. A atuação política do vereador André Fraga destoa da construção do grupo político da federação", sustentou Brito.

"Ele não faz parte deste projeto na Bahia": crise com pré-candidatura de André Fraga
A crise ganha contornos institucionais mais amplos com o envolvimento das instâncias superiores. Tássio revelou que a situação de André Fraga foi formalmente submetida à Direção Nacional da Federação, em Brasília. De acordo com ele, o comando nacional homologou a leitura da executiva baiana.
"Não é uma questão de simplesmente barrar uma candidatura, é uma questão de que todo mundo, quando monta o partido, quando monta as candidaturas, monta com aqueles e aquelas que defendem o projeto político. A direção compreendeu que ele não faz parte deste projeto que a federação toca aqui na Bahia", explicou Brito.
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O presidente do PT emendou ainda que manter o vereador na chapa seria desfavorável ao próprio parlamentar.
Acho que seria ruim até para o próprio André Fraga participar de uma chapa vinculada a um projeto no qual ele visivelmente não acredita
Judicialização
Sobre a possibilidade de que o vereador acione os tribunais para garantir o direito de concorrer, o líder petista demonstrou serenidade, ressaltando a soberania das convenções e deliberações partidárias perante a Justiça Eleitoral.
"Em um país democrático, todo mundo tem direito de, ao se achar injustiçado, procurar a Justiça. Mas tenho plena convicção de que a direção é quem tem a prerrogativa de decidir. Acredito que a Justiça, se for provocada, vai fazer o que sempre fez, que é legitimar as instâncias partidárias e a direção da federação", disse Brito, destacando que a falta de mandato parlamentar estadual retira eventuais prerrogativas automáticas de legenda.


