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"FRACO"

Renan Calheiros critica Hugo Motta e o compara a Severino Cavalcante

Senador detonou atual mandatário da Câmara após aprovação de PEC e PL polêmicas

Yuri Abreu
Por
Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar a urgência do projeto da anistia .
Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar a urgência do projeto da anistia . - Foto: Kayo Magalhaes

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) não poupou críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), após a aprovação, na semana passada, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e do projeto de lei (PL) da Anistia.

Ao referendar as queixas contra o parlamentar paraibano — que tem sido criticado por ceder às pressões de bolsonaristas —, Renan o comparou a um ex-presidente da Câmara já falecido: o pernambucano Severino Cavacante, que ocupou o cargo por 220 dias, em 2005. Ele ficou marcado por renunciar ao mandato em meio ao escândalo que ficou conhecido como "mensalinho", após denúncia de que cobrava propina de R$ 10 mil por mês do dono de um dos restaurantes da Câmara.

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Severino Cavalcante morreu aos 89 anos, em julho de 2020, no Recife.

"Nem Severino foi tão fraco", disparou Renan Calheiros em declaração ao colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, na última sexta-feira, 19.

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Hugo Motta gastou R$ 232 mil em voos fretados com verba pública

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), gastou mais R$ 232 mil em voos fretados, com dinheiro público, na sua articulação para assumir a Presidência da Casa — ele tomou posse no cargo em fevereiro deste ano, em substituição a Arthur Lira (PP-AL).

O valor foi gasto em um período de 20 dias, de acordo com uma investigação feita pelo The Intercept Brasil. Três deslocamentos ocorreram nos dias 23 e 26 de outubro, além do dia 11 de novembro de 2024.

Um dos deslocamentos aconteceu no dia 26 de outubro de 2024, três dias após o fim do segundo turno das eleições municipais. Um voo — este o mais caro — de ida e volta de Belém (PA) a Brasília custou R$ 110 mil, oriundo do Fundo Partidário. A viagem chamou a atenção do Ministério Público Federal (MPF).

Três dias, antes, em 23 de outubro, Motta se deslocou entre a capital federal e Campo Grande (MS) e pagou um valor de R$ 59,5 mil (ida e volta), à empresa Táxi Aéreo Piracicaba Ltda. No dia 11 de novembro, a viagem foi maior, englobando as cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. Tudo isso ao custo de R$ 63 mil.

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Câmara dos Deputados hugo motta pec da blindagem PL da Anistia Renan Calheiros

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