COMANDO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Republicanos pede a Flávio Bolsonaro apoio à permanência de Hugo Motta
Segundo Costa Neto, o PL estuda lançar candidato próprio à Presidência da Câmara



Integrantes do Republicanos pediram ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, que trabalhe pela permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) no comando da Câmara dos Deputados caso seja eleito. Com a maior bancada da Casa, o PL terá peso decisivo na disputa, prevista para fevereiro de 2027.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou ao SBT News que o partido não pretende apoiar a reeleição de Motta e estuda lançar um nome próprio para a disputa.
Presidência da Câmara é decidida entre deputados
A eleição para a Presidência da Câmara é realizada pelos próprios deputados e exige a formação de uma maioria de votos. Sem o apoio do PL, Motta poderá enfrentar dificuldades para permanecer no cargo.
Leia Também:
Centrão tenta garantir espaço na Câmara
Além do Republicanos, partidos de centro articulam para convencer o PL a apoiar a reeleição de Motta. A movimentação busca preservar o protagonismo dessas legendas nas negociações políticas e na condução dos trabalhos legislativos.
Apesar de ter feito campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Paraíba, seu estado, Motta é considerado um parlamentar de centro.
O comando da Câmara tem influência direta sobre a agenda legislativa, já que o presidente da Casa exerce papel central na definição das propostas que serão pautadas para votação. A posição também dá ao partido que ocupa o cargo maior participação nas articulações políticas do Congresso.
Apoio a Flávio Bolsonaro
A movimentação em torno da Câmara ocorre após o Republicanos anunciar, na última quarta-feira, 7, apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República no segundo turno.

O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, na sede do partido, em Brasília. O evento reuniu deputados federais e senadores eleitos e reeleitos pela legenda, além de governadores eleitos no primeiro turno:
- Tarcísio de Freitas, em São Paulo;
- Cleitinho Azevedo, em Minas Gerais;
- e Otaviano Pivetta, em Mato Grosso.
Também participaram o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, e os candidatos do partido que seguem na disputa pelos governos do Acre, Alan Rick, e do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini.
Após o primeiro turno, o Republicanos havia optado por não adotar uma posição nacional na disputa presidencial, permitindo que os diretórios estaduais definissem seus posicionamentos conforme as circunstâncias locais. Em agosto, 17 diretórios da legenda haviam defendido a neutralidade.


