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Rogério Marinho e Alcolumbre testam forças em disputa pelo Senado

Presidência da Casa vira alvo de cobiça de bolsonaristas

Cássio Moreira
Por
Marinho e Alcolumbre disputam comando do Senado
Marinho e Alcolumbre disputam comando do Senado - Foto: Carlos Moura | Agência Senado
Eleições 2026

A Presidência do Senado nos próximos dois anos deverá ser alvo de uma disputa entre Rogério Marinho (PL-RN) e Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa.

O posto é estratégico para os dois políticos, mas ainda mais cobiçado pelo grupo bolsonarista, liderado por Marinho, que poderá colocar em pauta temas considerados delicados.

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As duas lideranças iniciaram os cálculos e buscas de apoio nos últimos dias, logo após o resultado da eleição presidencial, que culminou na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho e desejo da oposição pelo posto

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho é um dos principais nomes do bolsonarismo, tendo sido também coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência.

Após a liderança de Flávio no primeiro turno, Marinho começou a movimentação para consolidar sua candidatura de forma antecipada, dando indícios de que seu foco seria garantir a presidência do Congresso.

O avanço de aliados do bloco nas eleições para o Senado, que garantiu somente ao PL, seu partido, 28 cadeiras entre os senadores, em um cenário político até então favorável a Flávio, fez com que a movimentação de Marinho ganhasse força.

Com a presidência da Casa, os bolsonaristas poderiam colocar na mesa de discussões temas como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de aprovar com maior facilidade pautas de teor conservador.

Davi Alcolumbre tenta sobrevivência

Considerado senador de fácil trânsito na Casa, Davi Alcolumbre tenta seu terceiro mandato à frente do Senado, mas com maiores dificuldades.

O resultado das eleições para o Senado, que formou uma composição mais próxima ao bolsonarismo, fez com que Alcolumbre, que chegou a travar embates com Lula, mudasse a rota.

Logo após o primeiro turno da eleição, Alcolumbre decidiu avançar em textos que pudessem fortalecer o Planalto, a exemplo do fim da escala 6x1 de trabalho, aprovada antes do segundo turno, com votos da bancada do PL.

Alcolumbre ainda se mostrou flexível a discutir a PEC da Segurança Pública, também de interesse de Lula, que deve ser votada nos próximos dias.

A ideia é garantir o apoio de Lula e dos seus senadores para se manter na presidência do Senado, tentando também acenar para os parlamentares de centro.

Outro gesto, mas agora aos bolsonaristas, é a possível anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

A eleição para o Senado acontece no início da próxima legislatura, em fevereiro de 2027.

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