PRIORIDADE
Rui Costa descarta disputa pela Prefeitura de Salvador e foca em Lula
Senador do PT afirma que não pensa em 2028 ou 2030



O senador eleito e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), descartou qualquer possibilidade de articular uma candidatura à Prefeitura de Salvador nos próximos pleitos.
Durante entrevista concedida na manhã desta segunda-feira, 19, o parlamentar foi enfático ao afirmar que a prioridade absoluta, no momento, é atuar na consolidação das políticas públicas no estado e no apoio direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Questionado por jornalistas sobre eventuais projetos políticos e movimentações visando as eleições municipais ou os pleitos estaduais de 2028 e 2030, Rui Costa declarou que não dedica tempo a projeções eleitorais futuras.
"Neste momento, a minha missão é cuidar da Bahia. O momento é dedicado integralmente a ajudar o presidente Lula a cuidar do Brasil", pontuou o senador.
Defesa da democracia
Durante a entrevista, o parlamentar sublinhou que o cenário político nacional exige atenção contínua das forças progressistas e da base aliada. Ao avaliar os riscos de eventuais retrocessos democráticos, o ex-governador subiu o tom do discurso ao mencionar a oposição e os grupos radicais no país.
"Sabemos o quanto o Brasil vai sofrer se o projeto liderado por Lula não for vitorioso. Eu não quero um país governado ou influenciado por milicianos", afirmou Rui Costa.
De acordo com o senador, a prioridade da militância e dos quadros do Partido dos Trabalhadores deve ser a proteção das instituições e a manutenção da estabilidade social.
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Agenda administrativa
A declaração do ex-governador busca pacificar internamente os debates sobre a sucessão e os nomes do PT para disputas locais no estado. Para o senador, a antecipação do debate eleitoral apenas desvia a atenção das entregas administrativas essenciais para a população baiana e brasileira.
Rui Costa reiterou que o planejamento político imediato está restrito ao cumprimento das metas do governo federal e ao fortalecimento da bancada na defesa dos projetos do Palácio do Planalto.
"Não tenho cabeça para pensar em 2028 ou 2030 agora. A urgência do momento é ajudar Lula a vencer os desafios do país e livrar o Brasil da sujeira e dos riscos que podem estar por vir", concluiu.


