REGIN 2.0
Sistema deve reduzir abertura de empresas em Salvador para menos de 1 hora
Juceb prevê iniciar o REGIN 2.0 em setembro e levar sistema a até 10 municípios baianos em 2026


A abertura de empresas em Salvador poderá ser concluída em menos de uma hora com a implantação do REGIN 2.0, novo sistema que integra os órgãos envolvidos no processo de legalização empresarial. A ferramenta deve começar a ser utilizada na capital baiana em setembro, inicialmente para atividades econômicas classificadas como de baixo risco.
A informação foi confirmada pela Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb), autora do sistema, em resposta a questionamentos do A TARDE. Segundo a autarquia, uma força-tarefa formada por equipes da Junta e da Prefeitura de Salvador realiza reuniões diárias para revisar regras e parametrizar o sistema.
“A Juceb já figura entre as juntas comerciais mais rápidas do Brasil, com tempo médio de poucos minutos para análise de registros no âmbito Estadual. Com a implantação do REGIN 2.0, o objetivo é reduzir o tempo médio de análise dos processos municipais para menos de uma hora, colocando Salvador entre as capitais mais ágeis do país no processo de abertura de empresas”, afirmou a Junta.
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Mais cidades
Além de Salvador, a Juceb pretende expandir o REGIN 2.0 para até 10 municípios baianos ainda em 2026. Em resposta à reportagem, a entidade informou que outras cidades já procuraram a Junta para iniciar o processo de implantação e estão realizando o levantamento de regras e procedimentos necessários à parametrização da ferramenta.
O projeto conta com a participação do Sebrae-BA, que disponibiliza consultores para auxiliar na sensibilização de gestores municipais sobre os benefícios da automatização. A adesão, no entanto, depende do interesse de cada município, que deve procurar a Juceb para iniciar o processo de habilitação.
“A meta é ampliar essa implantação para até 10 municípios ainda em 2026. Como órgão responsável pela Redesim no Estado, reforçamos nosso papel de apoiar a modernização dos processos de abertura de empresas em todos os municípios baianos — da capital ao interior —, com o objetivo de simplificar a rotina de contadores e empresários e fomentar o crescimento da economia baiana como um todo”, disse a Juceb por meio da assessoria da imprensa.
Como funcionará o REGIN 2.0
O sistema foi desenvolvido pela Juceb em parceria com o Sebrae e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) de Salvador. A proposta é integrar os sistemas dos órgãos públicos por meio de APIs, permitindo o compartilhamento automático de informações.
Com a integração, a expectativa é reduzir o retrabalho, diminuir a necessidade de intervenções manuais e evitar inconsistências entre as bases de dados. A mudança também deve reduzir custos e dar mais previsibilidade a empresários e profissionais da contabilidade durante o processo de legalização.
De acordo com a Junta, a implantação do REGIN 2.0 foi definida após a entidade identificar gargalos no fluxo de abertura de empresas em Salvador.
Capacitação para contadores
Durante a fase de transição, a Juceb, a Prefeitura de Salvador e o Sebrae-BA devem promover palestras e workshops para contadores e empresários. A intenção é apresentar o funcionamento do novo sistema e esclarecer dúvidas sobre a mudança no processo de abertura de empresas.
Para o A TARDE, a Juceb também revelou que pretende utilizar os módulos de Business Intelligence (BI) do REGIN 2.0 para acompanhar automaticamente as demandas municipais e avaliar os efeitos da desburocratização no ambiente de negócios.
A autarquia já utiliza ferramentas como o Painel de Empresas, que permite acompanhar dados de registros e abertura de negócios na Bahia. A expectativa é que o novo sistema amplie o monitoramento dos impactos da modernização sobre o empreendedorismo e a economia do estado.
“A Juceb firmou um acordo de cooperação técnica com a Associação Comercial da Bahia (ACB) para apoiar pequenos empresários por meio de uma Ferramenta de Inteligência de Mercado. A iniciativa utiliza os dados de registro e de atividades econômicas da Junta para subsidiar a elaboração de planos de negócios e monitorar, de forma contínua, o crescimento do número de novas empresas no Estado”, informou em nota a Juceb.


