INDIGNAÇÃO
Troca de gestores quebra diálogo e gera crise na educação de Itaberaba
Decisão provocou clima de estranhamento e insatisfação na comunidade escolar


Uma decisão unilateral da Secretaria Municipal de Educação de Itaberaba, provocou um clima de estranhamento e indignação na comunidade escolar.
Pais, professores e alunos foram pegos de surpresa com a mudança do local de trabalho de diversos gestores escolares resultando em uma onda de manifestações em defesa dos profissionais afetados.
Os protestos surgem após o prefeito João Filho (PSD) determinar o reordenamento da rede de ensino.
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A reportagem do portal A TARDE procurou a prefeitura de Itaberaba para esclarecer o remanejamento dos profissionais e ainda aguarda respostas aos questionamentos.
Itaberaba: comunidade reage e aponta retrocesso na escolha de diretores
O descontentamento da comunidade é ainda maior nos casos em que os diretores haviam assumido os cargos legitimados pela própria comunidade através de um processo seletivo.
Diante do que consideram um retrocesso, diversas instituições da rede municipal têm vindo a público manifestar apoio irrestrito aos gestores.
Protestos
O caso mais emblemático desse descontentamento ganhou as ruas da cidade e envolve uma gestora da Escola Novo Tempo. A transferência compulsória da diretora gerou reação imediata e vigorosa por parte do corpo discente.

Na manhã desta última quarta-feira, 8, as ruas do centro de Itaberaba foram tomadas por uma passeata pacífica protagonizada porestudantesda unidade.
Cobrança e apelo por diálogo
Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes marcharam em direção à sede da Secretaria de Educação, exigindo a permanência da diretora na liderança da instituição.
Os jovens cobraram explicações formais da gestão pública e expressaram profunda preocupação com o impacto que a descontinuidade administrativa trará para o ambiente pedagógico e para as rotinas escolares, sobretudo por ocorrer no meio do ano letivo.
A manifestação foi marcada por apelos por diálogo e transparência. Estudantes e familiares afirmam que a mudança repentina prejudica o ambiente de aprendizado, quebra o ritmo do calendário escolar e enfraquece a gestão democrática conquistada pela seleção pública no município.
Atraso
Em fevereiro de 2025,pais de estudantes com dificuldades de locomoção e outras deficiências na rede municipal de Itaberaba denunciaram o atraso no início do ano letivo para esse grupo.
À época, uma reunião realizada — sob a gestão do prefeito João Filho (PSD) — anunciou que o retorno desses estudantes só ocorreria apenas após o Carnaval de 2025.
Procurada, à época, a gestão municipal de Itaberaba admitiu enfrentar desafios na inclusão escolar, destacando a escassez de profissionais capacitados para atuar como Profissionais de Apoio à Inclusão Escolar (PAE) e no atendimento das Salas de Recursos.
A gestão informou ainda, que tinha adotado medidas para corrigir o déficit e que está promovendo uma formação continuada para capacitar os servidores.
O retorno das aulas para os alunos que necessitavam do Atendimento Educacional Especializado (AEE) só ficou definido para o dia 6 de março de 2025. De acordo com a administração, o período de espera era "essencial para concluir a formação dos profissionais, com o objetivo de garantir que cada criança recebesse o suporte necessário".


