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Trump exalta influência na América Latina e mira eleições no Brasil

Presidente americano utilizou a Truth Social, para partilhar artigo que contém declaração

Rodrigo Tardio
Por
Trump teceu críticas ao comportamento de Lula, classificando-o como instável
Trump teceu críticas ao comportamento de Lula, classificando-o como instável - Foto: Joyce N. Boghosian

O ex-presidente e atual mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou a rede social, a Truth Social, para partilhar um artigo do portal Newsmax que destaca a crescente influência no cenário político da América Latina.

O texto foca nas recentes vitórias de líderes conservadores na região, com especial ênfase na eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia.

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De acordo com a análise partilhada, o próximo grande objetivo do movimento de Trump são as eleições presidenciais no Brasil, marcadas para outubro.

Integridade eleitoral

A reportagem aponta que o debate político no Brasil já se encontra altamente polarizado entre a continuidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além das divergências ideológicas estruturais, a discussão sobre a "integridade do sistema eleitoral brasileiro" promete ser um tema central da agenda de campanha.

De acordo com o artigo divulgado, "caso o Brasil venha a juntar-se à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina vai ser drasticamente diferente do que era há apenas uma década."

Para o colunista político John Gizzi, autor do artigo da Newsmax, as recentes vitórias da direita na Colômbia e no Peru demonstram que uma "poderosa corrente política está a mover-se pelo hemisfério", uma força cada vez mais influenciada "pelas ideias, prioridades e políticas do presidente Donald J. Trump".

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Distanciamento

Em entrevista concedida à agência Axios, Donald Trump demonstrou um claro distanciamento em relação ao presidente brasileiro. Ao ser questionado sobre declarações de bastidores que indicavam que não seria um "grande fã" de Lula, o presidente americano foi taxativo:

"Eu não penso nele, para ser honesto consigo. Eu realmente não penso nele. Não poderia importar-me menos."

Apesar de tentar minimizar a figura do líder brasileiro, Trump mencionou ter assistido ao pronunciamento de Lula durante a última cúpula do G7 e teceu críticas ao comportamento do homólogo, classificando-o como instável.

"Eu assisti ao Brasil, o líder que eu conheço um pouco. Ele é uma pessoa muito volátil. Mas ele é um tipo diferente de pessoa agora. Muito volátil. Eu assisti enquanto ele fazia um discurso. Foi muito volátil e está tudo bem."

Cronologia da tensão

A divulgação da entrevista ocorre num momento de nítida escalada de tensão diplomática e económica entre Brasília e Washington.

O cenário atual contrasta fortemente com o encontro entre os dois mandatários na ONU, em 2025, ocasião em que Trump chegou a afirmar à imprensa que havia "rolado uma química" muito positiva entre ambos.

A relação, contudo, deteriorou-se rapidamente nos últimos meses devido a uma sucessão de fatores estratégicos:

- Fator Flávio Bolsonaro: o mal-estar diplomático ganhou força após Trump receber o senador Flávio Bolsonaro em audiência na Casa Branca.

- Sanções económicas: o governo norte-americano aplicou recentemente novas tarifas comerciais sobre produtos de exportação brasileiros.

- Segurança pública: Washington classificou formalmente as organizações criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como grupos terroristas internacionais.

Bastidores no G7

A troca de acusações também sucede o encontro recente entre os líderes durante a cúpula do G7, na França.

Na ocasião, Trump confirmou ter conversado brevemente com o presidente brasileiro, mas preferiu manter o conteúdo do diálogo em sigilo.

Por sua vez, Lula da Silva declarou publicamente que não solicitou uma reunião bilateral formal com Trump porque ambos os países se encontram ainda em fase de negociações estratégicas de bastidores.

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Donald Trump Eleições Brasil 2024

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