CARNAVAL
TSE rejeita censura e autoriza desfile em homenagem a Lula no Rio
Ministros alertam para fiscalização após Carnaval sobre uso de verba pública e simbologia política

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira, 12, negar o pedido de liminar que buscava suspender o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A agremiação levará para a Marquês de Sapucaí o enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", homenageando a trajetória do atual presidente.
A Corte seguiu o voto da relatora, ministra Estella Aranha, que fundamentou sua decisão na impossibilidade jurídica de impor censura prévia. Segundo a magistrada, o Judiciário não pode antecipar delitos eleitorais antes que o fato ocorra. O entendimento foi acompanhado pelos demais ministros, inclusive por Nunes Marques e André Mendonça, que ressaltaram que eventuais irregularidades deverão ser apuradas e julgadas após a realização do evento.
Os argumentos da acusação e as ressalvas do Tribunal
A ação, movida pelo partido Novo e pelo deputado Kim Kataguiri (União-SP), sustentava que o desfile configuraria propaganda eleitoral antecipada para o pleito de 2026. Entre os pontos questionados estavam:
- Uso de verba pública: A escola está apta a receber até R$ 9,65 milhões em subvenções, incluindo R$ 1 milhão da Embratur.
- Simbologia política: Alegação de que o samba utiliza o número 13 e referências à campanha de 2022.
- Vínculo partidário: O presidente de honra da agremiação, Anderson Pipoca, é vereador pelo PT em Niterói.
Leia Também:
Embora tenha votado com a relatora contra a suspensão imediata, o ministro André Mendonça fez uma advertência sobre a repercussão midiática do Carnaval. Ele destacou que o desfile ocorre em um contexto onde o homenageado já se declarou pré-candidato à reeleição, o que exige vigilância sobre o uso de recursos públicos para promoção pessoal.

Logística do Desfile
A Acadêmicos de Niterói desfila na noite de domingo, 15, pelo Grupo Especial. A apresentação deve contar com a presença da primeira-dama, Janja da Silva, e diversos ministros de Estado, o que mantém o alerta dos órgãos de fiscalização sobre possíveis excessos que possam configurar abuso de poder político ou econômico após a quarta-feira de cinzas.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




