INTIMIDAÇÃO
Vereadora da Bahia é vítima de violência após colega intimidá-la com dedo no rosto
Thainá Sampaio (PSD) relata ter sido abordada aos gritos por José Amando (Solidariedade)



O término do mês voltado ao combate à violência de gênero foi pautado por um grave incidente de intimidação na Câmara Municipal de Boa Vista do Tupim, centro-norte da Bahia.
A vereadora Thainá Sampaio (PSD) sofreu investidas verbais e postura agressiva do parlamentar José Amando (Solidariedade) no plenário da casa legislativa na última segunda-feira, 31.
De acordo com o depoimento da parlamentar, o atrito tomou proporções críticas quando o político passou a esbravejar, deixou a bancada e avançou até a mesa da vereadora, gesticulando com o dedo em riste próximo ao rosto. Trechos do ataque foram registrados em vídeo por pessoas presentes na galeria.
Ao portal A TARDE, a parlamentar disse que em um determinado momento ele coloca o dedo próximo a cabeça, momento no qual ela diz: "não coloque o dedo em minha cabeça".
E emendou: "Por um momento, pensei em me calar. Mas situações como essa não podem passar despercebidas e muito menos ser normalizadas", disse Thainá Sampaio.

Exposição do fato
Após a circulação dos registros, a vereadora ponderou sobre a exposição do fato, mas ressaltou que o silêncio fortaleceria a impunidade e a aceitação de condutas abusivas na política. Sampaio enfatizou que a pauta transcende divisões ideológicas.
"Não se trata de oposição ou situação, de direita ou esquerda; não existe partido quando o assunto é o respeito às mulheres", declarou.
Em transmissão publicada nesta terça-feira, 1, a representante relatou o abalo provocado pelo episódio, destacando que nunca havia vivenciado tamanha degradação ao longo da vida pública e pessoal.
Contraponto da defesa
Em manifestação veiculada nos perfis digitais, José Amando apresentou versão sobre o atrito. O vereador declarou um pedido de desculpas "caso a vereadora tenha se sentido ofendida" e alegou que o acirramento decorreu de um caso anterior com outro colega de plenário, justificando que agiu sob forte exaltação no momento do confronto.