POLARIZAÇÃO
Senador projeta eleição acirrada e põe em xeque candidatura de ACM Neto
Parlamentar acredita que polarização entre Lula e oposição vai dar tom da disputa na Bahia

Por Rodrigo Tardio

O senador Jaques Wagner (PT-BA) subiu o tom ao avaliar o cenário político para as eleições de 2026. Para o parlamentar, embora a dinâmica estadual possua características próprias, o pleito vai ser inevitavelmente "tensionado" pela disputa presidencial.
De acordo com Wagner, o sucesso da base governista na Bahia vai depender da manutenção da "casadinha" entre os nomes locais e a figura do presidente Lula.
"Toda eleição, quem vai puxar sempre é a eleição presidencial. Querendo ou não, ela vai ser tensionada e isso reflete aqui no estado", afirmou o senador, em entrevista exclusiva ao A TARDE.
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Ele reforçou que a estratégia do grupo será consolidar a aliança "Lula e Jerônimo" para alavancar as candidaturas federais e estaduais da base aliada.
Assista a Wagner falando sobre chapa puro-sangue
Críticas à oposição
Ao analisar o campo adversário, Wagner apontou uma suposta desorganização nas fileiras da oposição. O alvo principal foi o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
De acordo com o senador, Neto repete o comportamento de 2022 ao não definir um palanque presidencial claro. "O outro lado ainda não se arrumou. ACM Neto não sabe quem vai ser o candidato dele a presidente e está sem lado ainda", disse.
Incerteza sobre candidaturas
Wagner também demonstrou ceticismo quanto à manutenção da pré-candidatura de ACM Neto ao Palácio de Ondina. O petista relembrou o recuo estratégico do adversário no pleito de 2018 para sugerir que o cenário ainda pode mudar.
"Eu não sei ainda se o ex-prefeito vai ser candidato mesmo. Ele está dizendo que vai, mas é bom lembrar que em 2018 ele também falou que era e, na reta final, tirou o tapete do pessoal dele todo", relembrou Wagner, referindo-se à desistência de Neto naquela ocasião.
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Apesar das provocações, o senador minimizou a dependência dos movimentos da oposição: "Isso não é problema meu. Vou preparar nosso time para a gente ganhar a eleição".
Wagner busca consenso para selar chapa na Bahia
A composição da chapa majoritária governista na Bahia ainda não foi oficializada devido à dificuldade de acomodar os interesses de todos os partidos da base. Em declaração ao A TARDE, o senador Jaques Wagner afirmou que a construção do acordo passa por encontrar um denominador comum que traga satisfação mútua aos aliados, o que ainda não ocorreu.
Um dos pontos centrais da tensão é a postura do senador Angelo Coronel. O parlamentar reivindica espaço na chapa e tem sinalizado a possibilidade de lançar uma candidatura avulsa caso não seja contemplado.
Wagner, no entanto, minimizou a viabilidade da estratégia: "Eu acho que não tem candidato avulso. A chapa é a chapa", pontuou o senador, reforçando o trabalho de articulação interna para evitar dissidências.
Embora o cenário de incerteza persista, Wagner indicou que a tendência mais forte no momento é a confirmação dos nomes que já vêm sendo discutidos pela cúpula política para liderar o grupo nas urnas.
*Com informações da entrevista exclusiva do repórter Divo Araújo.
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