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BDM autorizou arrastão que terminou em morte de PM em Salvador

No dia do crime, o grupo decidiu realizar um arrastão em Paripe, contando com apoio, armas e reforço do BDM da região.

Bruno dias I Portal Massa e Redação
Por Bruno dias I Portal Massa e Redação
| Atualizada em
No dia do crime, o grupo decidiu realizar um arrastão em Paripe
No dia do crime, o grupo decidiu realizar um arrastão em Paripe - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um dos suspeitos pelo assassinato do policial militar Arnaldo de Oliveira compareceu ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta quarta-feira, 29. Identificado como Luís Matheus dos Santos, conhecido como "Matheca", ele admitiu envolvimento no crime, ocorrido na noite de segunda-feira, 20, no bairro de Paripe, em Salvador.

De acordo com uma fonte policial ao Grupo A TARDE, os suspeitos de matar o policial pertencem à facção Bonde do Maluco (BDM) da localidade do Barro Duro, em São Cristóvão. No dia do crime, o grupo decidiu realizar um arrastão em Paripe, contando com apoio, armas e reforço do BDM da região.

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O flagranteado, que se apresentou nesta manhã, revelou que os criminosos não conheciam as identidades uns dos outros, utilizando apenas apelidos para se comunicarem. Ainda segundo a fonte, os envolvidos já estão na mira das investigações e são procurados pelas autoridades.

Em entrevista ao Grupo A TARDE, a delegada do DHPP, Fernanda Asfora, revelou que Luís Matheus dos Santos não possuía antecedentes criminais, apesar de ter admitido a prática de diversos delitos.

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"Bom, esse indivíduo que foi preso ontem não tinha ainda passagem pela polícia, apesar de ter confessado diversos crimes. Ele disse que estava envolvido há cerca de dois anos com roubos de veículos, principalmente. Apesar disso, negou envolvimento com o tráfico de drogas."

Apesar da negativa, a delegada destacou que 'Matheca' vive em uma área dominada por facções criminosas e que a arma utilizada no crime teria sido fornecida pela facção criminosa.

"A gente sabe que ele reside em uma área dominada pelo tráfico, mas ele negou o envolvimento. No entanto, afirmou que um dos indivíduos que participou do crime recebeu a arma do tráfico de drogas, a mesma usada na ação", apontou.

Diferente do que se cogitou inicialmente, os criminosos não levaram nenhum pertence da vítima.

"Na verdade, nenhum pertence do policial foi levado pelos criminosos, né? Houve troca de tiros, eles imediatamente fugiram do local, e tanto a arma quanto o celular e outros pertences do policial ficaram ali. A esposa dele apresentou esses objetos aqui no departamento."

A delegada também explicou que os criminosos costumavam agir em outra região da cidade, mas, por acaso, decidiram atuar em Paripe naquela noite.

"Na verdade, ele afirma que eles atuavam preponderantemente no bairro de Itinga e que, por acaso, neste dia especificamente, decidiram ir até o bairro de Paripe. Mas a gente não tem confirmação, na verdade é uma afirmação dele. Ainda precisamos realmente trabalhar em cima dessas informações."

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Arrastão facção HOMICÍDIO investigação policial

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