SALVADOR
Famílias de Salvador podem abrigar menores em situação de risco
Crianças e adolescentes são afastados das famílias por medida protetiva determinada pela Justiça


Moradores de Salvador podem abrigar, de forma provisória, crianças e adolescentes em situação de risco, que foram afastados do convívio familiar por medida protetiva determinada pela Justiça. A Fundação Cidade Mãe (FCM), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), está ampliando o cadastro e busca novos voluntários.
Os cadastrados recebem acompanhamento psicossocial antes, durante e após o período de acolhimento, além de orientação técnica ao longo de toda a participação no serviço.
"As famílias recebem acompanhamento psicológico, inclusive para trabalhar a questão do vínculo. Existe também a possibilidade de as famílias acolhedoras se tornarem madrinhas, de acordo com a permissão da família para a qual a criança será direcionada, seja a família biológica ou adotiva. No final, quem ganha é a criança, com várias fontes de amor e cuidado”, afirma a presidente da Fundação Cidade Mãe, Isabela Almeida.
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Como se tornar voluntário?
Os interessados em participar do Serviço Família Acolhedora podem se inscrever ou obter mais informações pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (71) 3202-2428 e (71) 3202-2429.
Para participar, é necessário:
- Apresentar documentos como RG, CPF, comprovantes de residência e de renda;
- ter mais de 21 anos;
- morar em Salvador há pelo menos dois anos;
- estar em boas condições de saúde física e mental;
- não possuir vínculo de parentesco com a criança ou adolescente em processo de acolhimento;
- contar com a adesão de todos os integrantes da família à proposta do serviço.
O Serviço Família Acolhedora está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em Salvador, é regulamentado pela Lei Municipal nº 9.015/2016 e foi implantado pela Fundação Cidade Mãe. Desde sua implantação, em 2021, o serviço já acolheu 52 crianças.


