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Possível desabamento e 16 feridos: veja detalhes do incêndio no Stiep
Fogo atingiu um prédio na manhã desta sexta-feira, 27

Por Victoria Isabel, Luan Julião e Luiza Nascimento
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O incêndio que atingiu um conjunto habitacional no bairro Stiep, em Salvador, nesta sexta-feira, 27, deixou ao menos 16 pessoas feridas, segundo a nova atualização do Corpo de Bombeiros. Até as 13h55, o número de feridos era 12.
Em entrevista coletiva, o Coronel Aloísio Fernandes, do Corpo de Bombeiros, revelou que quatro pessoas precisaram ser encaminhadas para uma unidade hospitalar, sendo duas delas agentes da corporação.
Outros moradores passam por um processo de triagem no local. Segundo a informação do titular, todas as vítimas visíveis já foram retiradas e dois cachorros foram salvos e entregues aos tutores.
"Já retiramos todas as vítimas visíveis. Fizemos a evacuação de 12 vítimas, quatro precisavam de atendimento médico e já foram transportadas. Montamos uma zona de triagem de vítimas para fazer a avaliação junto ao apoio do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], então ainda tem vítima recebendo atendimento", explicou.
Fernandes afirma que, diante da complexidade da situação, poderia ter ocorrido um desfecho pior.
"Para a complexidade e violência dessa explosão, a gente pode afirmar que os danos foram até reduzidos em razão da violência. Não que, objetivamente, os danos não tenham sido de grande monta, pois tivemos desabamento de uma parte do prédio", disse.
A equipe permanece no local, onde está realizando uma varredura, no sentido de localizar possíveis vítimas que não estavam visíveis.
O prédio pode desabar?
Como houve um desabamento parcial da estutura, o prédio continua em risco, mas a Defesa Civil (Codesal) será responsável por avaliar.
"A principal preocupação é que existem muitas rachaduras e a gente precisa estar avaliando com constância a possibilidade de colapso. A princípio tem rachaduras e elas estão estabilizadas, mas a dinâmica de um acidente como esse é que pode acontecer uma movimentação", alertou Aloísio.
Ao Portal A TARDE, o diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira explicou que o rescaldo ainda não foi concluído.
"A gente precisa fazer uma análise completa da estrutura. Nossos engenheiros estão aqui aguardando o rescaldo do prédio para que a gente possa retratar. Giro, então, após esse trabalho do corpo de bombeiros finalizado, vai ser feito aí esse rescaldo para a Defesa Civil.
Após o rescaldo, haverá uma análise técnica para analisar os danos estruturais.
"É um incêndio de grandes proporções, é um incêndio que realmente atingiu a estrutura do prédio, e a gente vai estar analisando quais os danos causados e quais as medidas a serem tomadas posteriormente", disse.
Há possibilidade de um novo incêndio?
De acordo com o profissional, não há focos de incêndio e a possibilidade do fogo recomeçar é mínima.
"A propabilidade é pequena, porque tratou-se de uma explosão. Nós temos gases, numa mistura adequeada no ambiente, por menor que seja, causa uma explosão, e consome todo aquele combustível gasoso. No entanto, nós trabalhamos com o propósito de assesgurar o ambiente", garantiu Aloísio.
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Problemas durante o resgate
Moradores relataram que equipamentos da equipe dos Bombeiros demoraram de chegar. Houve um problema em relação à escada utilizada para o resgate, no entanto, o coronel garante que o fato não prejudicou a operação.
"São critérios operacionais. A nossa plataforma precisa de uma área razoável para apatolar e acessar a edificação. Aqui a distância não permitiria a operação da nossa escada mecânica e só traria embaraço à zona de estacionamento e acesso das viaturas que efetivamente serviram. Não houve qualquer prejuízo à operação a ausência dessa escada, uma vez que todas as vítimas foram evacuadas em segurança", disse.
Segurança da equipe
Apesar dos três bombeiros feridos, Aloísio Fernandes garante que todos os profissonais estão trabalhando com equipamento de proteção.
"Nós não colocamos os bombeiros em situação de risco", afirma.
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